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  • Peixe Neon

    Nome popular: Neon Cardinal
    Nome científico: Cheirodon Axelrodi
    Família: Caracídeos

    Neon Cardinal, uma jóia rara brasileira, ele esta sendo comercializado com o “mérito” do verdadeiro Neon, o Neon Tetra(Paracheirodon Innesi) que já foi extinto pela precária autoridade na época, pois na década de 30 a exportação para os EUA foi indiscriminada, simplesmente os aquaristas americanos compravam toneladas de cardumes dele, então o destino não pode ser diferente para o pobre peixinho, foi extinto.

    Mas não precisamos ficar nos lamentando, é claro que foi uma crueldade o que fizeram, mas hoje temos o Neon Cardinal, que é uma “imitação” do Tetra e muito mais bonito, ele é originado da Amazônia, tem o dorso marrom-vermelho e a parte inferior do corpo luminescente vermelho rubi brilhante. Tem também uma listra larga de cor azul fosforescente ou verde-escura, conforme a incidência da luz.

    O Neon Cardinal vive melhor em cardumes, por isso nunca deixe em seu aquário menos de 8 deles. Quando estão em água tropical com o pH em 6,6 a 6,8 ficam lindos no aquário, chamam atenção de qualquer aquarista. Um tempo atrás foi feito um concurso de peixe ornamental mais bonito, e ele acabou concorrendo como “Hors concours”, porque todos os juízes acharam que nenhum peixe ornamental poderia concorrer com ele. Se você quer compra-lo, tudo bem, acho que fez uma ótima escolha, mas primeiro prepare o ambiente, coloque mudas de cabomba bem densa, e complete a paisagem com outras plantas a sua escolha, assim os seus Neons ficarão mais a vontade e alegres.

    Reprodução:

    A reprodução do Neon Cardinal em cativeiro é uma tarefa para mestres, é muito díficil de se conseguir, já ouvi relatos de aquaristas terem conseguido reproduzir através de um lodo na água, pois o mesmo deixa a água totalmente turva, e é parecido com o ambiente de reprodução no habitat natural. Mas há ainda muito o que ser pesquisado, se você tem alguma experiência de reprodução por favor entre em contato com a gente.

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  • Peixe Molinésia

    Nome científico: Poecilia latipinna
    Nome popular: Molinésia

    A origem das molinésias é um tanto polêmica. Sabe-se que são animais portadores de células na pele com excesso de melanina, o que as tornam negras e são integrantes da família dos poecilídios.

    Sua manuntenção em aquários é relativamente fácil, mas devemos tomar algumas medidas, como manter a água ligeiramente alcalina, dar bastante espaço para elas, fazer com que 20% da água seja marinha, mas na impossiblidade de consegui-la, acrescente uma colher de chá de sal grosso para cada 4 litros de água, apesar de os resultados não serem os mesmos, uma boa iluminação e manter a tempertura sempre entre 25 e 29 graus, pois elas são muito sensíveis a mudanças de temperaturas e as plantas flutuantes.

    Reprodução:

    Na época do acasalamento, os machos exibem as nadadeiras dorsais para conquistar as companheiras, que não as possuem tão desenvolvidas. As molinésias são ovovivíparas, o macho que possue sua nadadeira anal transformada em um órgão copulador propicia uma reserva de espermatozóides na fêmea através da cópula, que irão fertilizar os óvulos seguintes, dispensando assim novas relações entre macho e fêmea.

    Apesar do canibalismo ser bem menos intenso do que nas outras espécies de poecilídios, é bom separar a fêmea quando estiver perto de parir, para dar mais segurança aos filhotes.

    Os alevinos quando nascem estão quase pretos, com cerca de 8 meses assumem definitivamente sua coloração negra. Logo depois do nascimento os peixinhos já estão auto-suficientes, dotados de reflexos usados na fuga de seus predadores. Os alevinos devem ser alimentados com artêmia recém nascida e gema de ovo cozida e desitratada, num total de 4 refeições por dia. O crescimento será mais rápido se for oferecido uma dose diária de dáfnias coadas em peneira fina. Podem chegar a 15 cm e vivem cerca de 2 anos.

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  • Peixe Mato-Grosso

    Nome vulgar: Mato-Grosso
    Nome científico: Hyphessobrycon Serpae
    Família: Caracídeos

    O Mato-Grosso é um peixe muito ativo, adora nadar por todos cantos do aquário, mas sempre com seus “colegas”, é peixe de cardume como todos os caracídeos, portanto, se for compra-lo, adquira 6 deles. Atingem o tamanho máximo de 4cm em cativeiro, é composto por uma cor rosado-vermelha que fica mas intença quando estão satisfeito com o aquário, o macho tem a coloração mais intença que a fêmea.

    O aquário deve ter vegetação densa e ao mesmo tempo um certo espaço para eles nadarem, gostam de água mole, com o pH em 6,8, e temperatura tropical de 24-27 graus.

    São ótimos para serem colocados em aquários comunitário, pelo bom convívio pacífico e a beleza que proporciona.

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  • Labeo

    Nome científico: Labeo Frenatus
    Nome popular: L. frenatus

    O Labeo frenatus, que faz parte da família dos ciprinídios e do gênero Labeo, leva a fama de um peixe agressivo, voraz e pouco indicado para aquários comunitários, mas quem o conhece de verdade sabe que não é assim. Ele não deixa de ser um peixe territorial, mas é sociável, raramente ataca os companheiros de aquário e é muito brincalhão.

    Ele se assemelha muito com o Labeo bicolor, o tubarão de cauda vermelha, devido o seu corpo alongado e cauda bastante desenvolvida. A diferença entre eles é a coloração, o L. frenatus possui o corpo cinza-grafite e todas suas nadadeiras são avermelhadas, enquanto o Bicolor possui o corpo negro e apenas a nadadeira caudal é vermelha.

    O aquário para o Labeo frenatus deve ser bastante espaçoso, pois ele nada muito, tem uma velocidade admirável, seu temperamento é muito agitado e alegre. Mas, às vezes precisa se isolar, ficando em sua toca até melhorar de humor, por isso coloque pedras, muitas plantas, formando esconderijos e possibilitando a demarcação do seu território. O L. frenatus é muito exigente quanto as condições da água, por isso a mantenha entre ácida e neutra, com temperatura de 26 graus. Use iluminação moderada e no mínimo 8 horas diárias. Sua principal alimentação são as algas, seus lábios possuem até uma adaptação especial para ingeri-las. Você pode oferecer também artêmia, tubifex, alimento seco, alface e verdura cozida. O Labeo frenatus pode atingir até 14 cm de comprimento.

    Reprodução
    A reprodução do frenatus em aquário é rara e as informações a esse respeito são escassas. O que se sabe é que a fêmea deposita os óvulos entre as plantas e eles são fecundados pelo macho logo em seguida. Depois de 36 a 48 horas, os ovos eclodem e quando isso acontecer, recomenda-se separar os filhotes dos pais, que podem devora-los. Por isso, a presença de muitas plantas no aquário é importante, pois são nelas que os alevinos se escondem dos outros peixes.

    A alimentação dos alevinos nos dois primeiros meses deverá ser composta de infusórios e comida em pó bem fina. Somente depois, que eles receberão artêmia recém-eclodidas. E após algumas semanas, poderão se reencontrar com seus pais e receber a mesma dieta.

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  • Ficha Prática do Betta Splendens

    NOME POPULAR – Betta, Peixe de Briga, Combatiente Siamés, Pez Luchador, Siamese Fighting.

    NOME CIENTÍFICO – Betta splendens (C.T. Regan – 1910).

    ORIGEM – Apesar de hoje estar espalhado por todo o mundo, é originário do sudeste asiático, ocorrendo no Camboja, Laos, Vietnã, Tailândia, Sri Lanka, Malásia, algumas ilhas situadas em suas proximidades. Vive em charcos, açudes, córregos, pântanos e arrozais.

    TAMANHO -Até oito centímetros.

    DIMORFISMO SEXUAL – Macho: tem cores mais brilhantes e nadadeiras mais desenvolvidas. A nadadeira dorsal do macho é maior e mais pontiaguda que a da fêmea. Fêmea: tem cores mais esmaecidas, ventre mais arredondado e nadadeiras menores.

    TEMPERATURA – De 24C a 30C. De preferência 27C.

    ÁGUA/pH – Gosta de água velha, pH 6,8 a 7,2. dH 6 a 8.

    ALIMENTAÇÃO – Tubifex, larvas de mosquito, drosófilas, artêmia salina, dáfnias, caramujos jovens, infusórios, microvermes, enquitréias, tenébria, minhocas de jardim, filhotes de guppies, pasta de fígado, de coração de boi, de frutos do mar, de mariscos, raspas de carne e ovas de peixe marinho.

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  • Kinguio Ficha Técnica

    Nome científico: Carassius auratus
    Nome popular: Peixe japonês, kinguio

    Os kinguios são muito brincalhões e bastante sociáveis, adoram uma vida comunitária, convivendo sem problema com as outras espécies, como os tanicts, lebistes, peixe-do-paraíso, entre outros. O único detalhe a ser considerado é não colocá-lo junto com peixes que atacam (como os tetras e sumatras), eles beliscarão as suas longas nadadeiras. São bastante resistentes e não darão trabalho ao seu criador.

    Sua única exigência é quanto a aeração do aquário, que deverá ser bem eficiente, para não deixá-lo com falta de ar, pois eles necessitam de muito oxigênio. Coloque-os num recipiente grande, com cerca de 15 litros para cada peixe adulto, isso é necessário porque o peixe japonês pode atingir grandes proporções, na natureza ele chega a 30 cm. Aguenta temperatura entre 10 e 20 graus, mantenha o pH alcalino e use uma lâmpada Grow-lux para iluminar o ambiente. Bagunceiro, o peixe o japonês não perde a mania de revirar todo o substrato do aquário e arrancar as plantas à procura de alimento, deixando assim a água turva.

    Para que ele desista desse hábito pouco civilizado, faça uma grossa forração no fundo do aquário (cerca de 5 cm), usando 10% de cascalho branco e 90% de cascalho do rio. Como vegetação, as plantas que melhor resistem as travessuras do kinguio são a Vallisneria, a Elodea e a Echinodorus.

    No Brasil, as espécies mais conhecidas são: “Telescópio”- que possuem os olhos esbugalhados e salientes; “Celestial”- sem nadadeira dorsal e com os olhos virados para cima; “Cometa”- mais semelhante ao peixe, vermelho comum, a nadadeira caudal se divide em 2 lóbulos alongados; “Cauda de leque”- nadadeira caudal dupla e cada parte também bifurcada, formando um total de 4 lóbulos; “Cabeça de leão”- cabeça coberta por um volumoso dobramento de pele, semelhante a uma juba, não tem nadadeira dorsal e a cauda é dupla; “Cauda de véu”- a nadadeira caudal é completamente dividida e pende abaixo do corpo.

    Com relação a alimentação, tome cuidado com a quantidade ministrada nas 3 refeições diárias que o peixe deve receber. As porções devem ser proporcionais para que eles comam tudo em 3 minutos, já que excesso de comida deixam a água ainda mais leitosa. Os kinguios comem praticamente de tudo: verduras picadas, cereais, tubifex, comida seca, minhocas. Nunca ofereça alimentos que fermentam, eles podem causar uma série de pertubações gástricas e geralmente levam o peixe à morte (devido ao atrofiamento e deformação do corpo, seu intestino é comprimido e sofre com a fermentação de alimentos).

    Reprodução
    Distinguidos apenas na época da reprodução, nesse perído é fácil diferenciar os sexos, a fêmea apresenta a região anal bem mais volumosa e no macho se desenvolvem alguns nódulos nas nadadeiras peitorais, nas brânquias e na cabeça. Obter a reprodução da espécie em aquários é fácil e simples. Basta colocar 2 machos e uma fêmea num aquário separado, com bastante plantas, as flutuantes são indispensáveis, pois é aí que a fêmea deposita os óvulos.

    O momento da desova é facilmente percebido: os peixes ficam agitados, os machos começam a perseguir a fêmea próximo a raízes das plantas flutuantes, onde ela libera aproximadamente 800 óvulos, sendo imediatamente fecundados pelo macho e assim que se encerrar, os peixes adultos serão retirados do aquário, para não devorar a cria.

    Os alevinos nascem cerca de 10 dias após a desova e ficarão pendurados por meio de um fio protéico na vegetação, durante 48 horas absorvendo o saco vitelino. Passado esse perído serão alimentados com gema de ovo cozido, infusórios. Com 18 dias já medem 2,5 cm e serão acrescentadas a sua dieta dáfnias, até que completem 2 meses, quando então serão alimentados como peixes adultos.

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  • Peixe Guppy

    Nome científico: Poecilia reticulata Peters
    Nome popular: Guppy, também conhecido como barrigudinho, Lebiste, bandeirinha, sarapintado, peixe-arco-íris ou peixe milhão.

    Introdução
    O guppy é um peixe bastante resistente e pouquíssimo exigente quanto as instalações, mas devemos tomar alguns cuidados básicos, usando uma boa iluminação no aquário e uma vegetação bem densa. A água deverá ter uma dureza média e ligeiramente alcalina, com o Ph entre 7,0 e 7,3. Mantenha a temperatura em 25 a 28 graus.

    Os guppys podem ser criados em aquários comunitários, desde que não hajam peixes muito maiores que ele, que possam danificar suas enormes caudas ou devora-lo. Além de mais coloridos os machos são bem menores que a fêmea, eles medem de 3 a 4 cm, enquanto que elas podem chegar a 6 ou 7 cm. A nadadeira caudal dos machos é normalmente maior que o corpo e bem aberta, ao passo que a das fêmeas é pouco desenvolvida.

    Muitos aquaristas levam a criação de guppys a um nível tão sério e em tão grande escala que fazem do hobby sua fonte de rendas. E não é para menos, esses peixes são bastante ativos, desenvolvem-se bem em aquários pequenos, estão sujeitos a poucas doenças e se reproduzem com grande facilidade. E ainda, o guppy é um dos peixes ornamentais mais populares e procurados pelos aquaristas.

    O guppy faz parte da família dos Poecilídios. Eles foram originários de águas doces de Trinidad, Barbados e países do norte da América do Sul, mas foram disseminados pelos Eua, Ásia, África e Europa. É encontrado na natureza geralmente em águas pouco movimentadas, ou então estagnadas, desde que haja uma densa vegetação. Nestes locais os guppys são verdadeiros devoradores de larvas de insetos e em algns países da Ásia são usados para controlar a proliferação de mosquistos transmissores de malária e outras doenças.

    Reprodução
    Quem já viu guppys em um aquário, com certeza já percebeu que os machos ficam nadando ao lado de sua companheira, num ritual amoroso. Ele vibra as nadadeiras dorsal e caudal se dobrando e introduz seu gonopólio no órgão genital da fêmea, fertilizando-a.

    O período de gestação dos filhotes varia entre 22 e 25 dias. Próximo ao nascimento o abdômen da fêmea se apresenta bem inchado e aparece perto da nadadeira anal uma mancha escura, que se chama “mancha da gravidez”, que vai aumentando quanto mais cheia de alevinos estiver. O ideal seria retirarmos a fêmea do aquário e colocarmos em outro sozinha, pois o canibalismo nessa espécie é muito comum, se você não visse ela parindo não sobraria um filhote. Esse aquário, chamado de maternidade, deve estar cheio de plantas, pois são nelas que os alevinos se escondem quando nascem.

    É impressionante o pontencial reprodutivo dos guppys. Quando atingem a maturidade são muito ativos sexualmente. Os cruzamentos são constantes e uma fêmea pode produzir cerca de 100 filhotes a cada 4 semanas, embora o número fique normalmente em torno de 40 filhotes. Com uma única fecundação, ela pode produzir várias outras posturas esbaçadas, isso porque a fêmea tem capacidade de armaenar o espermatozóides no interior do seu oviduto por um longo tempo, podendo portanto se reproduzir mais 5 ou 6 vezes, sem a ajuda do macho. Cada postura atinge em média 30 a 70 alevinos, e 90% deles sobrevivem.

    Alevinos
    Seu aquário com alevinos deve ser bem cuidado, com aerizador, bastante plantas, algas, não deixar ocorrer mudanças bruscas na temperatura. Nos primeiro dias dê apenas infusórios para eles, depois a dieta é normal, com artêmia, tubifex, larvas, dáfnias. Com essas medidas seu alevinos crescerão rapidamente e com muita saúde. Você sabia que com 2 meses os guppys já são capazes de se reproduzir?A espécie vive cerca de 3 anos e atinge o tamanho máximo aos 6 meses, o perído mais fértil dos exemplares é 1 ano e meio de idade.

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  • Espada

    Nome científico: Xiphophorus helleri
    Nome popular: Espada

    O Espada é um dos peixes mais conhecidos, quase todo aquarista já teve um. Integrante da família dos Poecilídeos o espada é ovovivíparo, ou seja, os ovos são fecundados dentro da fêmea. O macho possui sua nadadeira caudal em forma de espada, é através dela que ele é diferenciado da fêmea, além disso a fêmea é maior e de coloração menos intensa. Eles são muito sensíveis ao frio e a doenças, por isso mantenha o aquário bem iluminado, com uma temperatura entre 22 e 26 graus.

    A água deve ser meio dura e ligeiramente alcalina, com um Ph entre 7,2 e 7,4. Como o espada é conhecido como um excelente saltador, mantenha o aquário sempre tampado e se o aquário for pequeno não coloque mais de 1 macho, pois eles costumam se estranhar. O aquário deve ter bastante plantas. Quanto a alimentação o espada come de tudo, flocos, artêmia, tubifex.

    Reprodução
    Como já foi dito os espadas, são ovovivíparos, ou seja, se reproduzem através da fecundação interna, o que acontece com todos os poecilídios. Os alevinos já nascem nadando normalmente. É fácil saber se uma fêmea engravidou, pois quando isso ocorre ela apresenta uma grande mancha negra na base do oviduto. Muitas vezes, um pouco antes do nascimento, é possível observar os olhos dos alevinos através da fina parede abdominal.

    Ao nascer o filhote busca refúgio entre as plantas, na superfície e nesta fase os pais e os outros peixes podem devorar os recém nascidos, por isso quando a fêmea estiver perto de parir deve ser colocada no aquário maternidade, que deverá estar cheio de plantas. Em média as espadas parem de 28 e 28 dias, uma quantidade de 40 filhotes, mas podem ultrapassar 100! Elas também podem parir sem ocorrer uma nova cópula, pois elas tem a capacidade de reter o espermatozóide do macho por mais 4 partos mais ou menos.

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  • Dojo (Peixe-Cobra)

    Nome vulgar: Dojo, Peixe-Cobra
    Nome científico: Acanthophtalmus Semicinctus
    Família: Cobitídeos

    Esse peixe é pouco popular ainda em algumas regiões do país, é originado da Cingapura e Vietnã, parece uma pequena cobra aquática, mas não é, é um peixe mesmo, possuí todas as nadadeiras, sua nadadeira caudal se mexe de acordo com o corpo. É um ótimo peixe para se colocar em aquário comunitários, não é agressivo, come restos de comidas que os outros peixes largam e é bem alegre. Não tem preferência a água, esta podendo ser apenas tropical, já o pH e o dH nada preferencial.

    Este peixe tem hábito noturno, como a maioria dos peixes limpadores ou mais popularemente chamados: “Faxineiros do Aquário”, gosta de se esconder entre as plantas e as pedras do aquário durante o dia. Esse peixe normalmente não passa dos 8 cm em cativeiro, e é encontrado em duas pigmentações, uma com o corpo mais tarjeado e outro com menos tarjas, obeserve na foto as duas.

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  • Coridora

    Nome científico: Corydoras julii
    Nome popular: Coridora

    Aconselho a todos colocar pelo menos 3 exemplares de coridoras em seus aquários. Assim você terá uma ajudante na limpeza de seu aquário, elas adoram os restos de comida que caem no cascalho, que iriam se deteriorar, prejudicando o estado da água, até evitam o entupimento do filtro biológico. Mas lembrem-se que ela não vive só de restos, nem é uma lata de lixo. Comidas frecas, como minhocas picadas e tubifex são muito apreciadas pelas coridoras.

    Sua boca é voltada para baixo, o que facilita a limpeza do fundo do aquário. Ela também faz a raspagem das algas que se depositam sobre as plantas e impedem sua repiração. Outra curiosidade da coridora é a respiração intestinal, que permite a retirada de oxigênio do ar. Quando você perceber suas coridoras saltitando na superfície da água, já sabe o que elas estão fazendo. Por outro lado, se em pleno dia encontrá-las quietinhas, não as chame de preguiçosas. Provavelmente você ainda não viu toda movimentação e trabalho que elas fazem à noite, com as luzes apagadas.

    A coridora não é nada agressiva, só podendo ser criada ao lado de espécies mansas como ela. Extremamente sociável, prefere viver e nadar em grupos. Nos rios, geralmente é encontrada em cardumes de vinte exemplares e seu instinto gregário se manifesta inclusive na reprodução.

    Reprodução
    As coridoras costumam se reproduzir em grupos, ou sejam, se isolam em pares. Nesses grupos, o número de machos, deve ser de preferência, superior ao de fêmeas. Elas aceitam o acasalamento com diversos machos, sem nenhum preconceito. Embora a reprodução em cativeiro seja muito difícil, vale a pena tentar. Para separar um macho e um fêmea, repare nas bordas das nadadeiras ventrais: as do macho são arredondadas, e as da fêmea são pontiagudas. Mais fácil é comparar no tamanho da fêmea, pois ela é maior e possui um ventre bem mais volumoso.

    Coloque-os num casal separado, a princípio, o casal vai nadar junto, procurando uma folha larga ou uma pedra que limparão para desova. Depois, o macho começará a nadar por cima da companheira, roçando carinhosamente os barbilhos em seu dorso. Algum tempo depois, ele deita-se no fundo do aquário com o ventre voltado para cima e a fêmea acomoda-se sobre ele. Nesse tempo a fêmea retira o esperma do macho com a boca enqunato forma com as nadadeiras pélvicas uma bolsa onde ficam os óvulos. Dirige-se então para o local escolhido, deposita o esperma e, sobre ele, de 100 a 300 óvulos. Para que eles não sejam devorados pelos pais, convém retirar o casal terminada a desova.

    Em 3 dias, os ovos eclodirão, caindo os alevinos no fundo do aquário. Alimente-os com tubifex, larvas de mosquitos esmagadas, gema de ovo, pasta de flocos. O crescimento dessa espécie é lento. Demoram 2 anos para atingirem a maturidade. Gostam de um aquário bem plantado, lembrando seu habitat natural.

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