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  • Meios Naturais Para Controlar a Qualidade da Água

    Quando montamos o aquário, a água mais comum de ser usada é a de torneira ou em alguns casos a água mineral. O pH dessa água pode variar de acordo com a região ou com a fonte de origem. Porém, quando colocamos essa água no aquário, sua composição química pode ser rapidamente alterada pelo cascalho, pedras ou enfeites que haja dentro desse, já que esses podem ser lentamente dissolvidos, liberando substâncias químicas em quantidades variadas na água.

    Essas substâncias podem alterar o pH, a dureza da água ou, em última instância, causar um efeito tampão, que tende a deixar o pH “travado” num valor determinado, de acordo com as substâncias químicas presentes e suas devidas quantidades. Assim, é sabido que a dolomita, o cascalho branco comumente utilizado, tende a alcalinizar a água. Isso é devido a dissolução de alguns sais presentes nessas pedras que elevam o pH e tamponam esse em um valor elevado. Cada vez que se tenta baixar o pH de um aquário com dolomita com algum corretivo acidificante, o pH é temporariamente alterado, mas em menos de 24 horas retorna a seu valor anterior.

    Não só o corretivo foi em vão, como os peixes sofrem um choque de pH na baixa, e no retorno tão brusco do pH a seu valor inicial. Desse exemplo fica a lição de que para montar um aquário é preciso escolher as espécies de peixes que vão habitar o mesmo com antecedência para escolher o cascalho e outros ornamentos que vão ficar no mesmo levando em conta as características da água desejadas. Como explicado no item Ambiente Natural, os peixes são diferentes, têm origens diferentes, e vivem bem mais tempo e são mais saudáveis quando colocados em uma água compatível com aquela de origem da espécie. Existem no mercado tamponadores (buffers) de excelente qualidade, que ajudam a levar e manter o pH a valor determinado, ideal para o conjunto de peixes de um determinado aquário, mas mesmo esses produtos têm seus limites, e funcionam melhor quando o aquário foi previamente planejado.

    Na prática, as categorias em que os peixes são divididos são quanto à temperatura e quanto ao pH e/ou dureza. Quanto à temperatura, os peixes podem ser: Água fria: peixes que vivem à temperatura ambiente mesmo no inverno. Não necessitam de aquecimento na água, e esse pode ser até prejudicial, quando relacionado a reprodução, já que a maioria desses peixes é sazonal e o “gatilho” para a reprodução é justamente a mudança de estação.

    Exemplo: kyngyos, carpas e dojó; Água temperada: algo entre 21º e 27º C. Nessa faixa se encontra a maioria dos peixes ornamentais comumente encontrados. Exemplos: espadas, colisas, ciclídeos africanos. Água tropical: Aí são encontrados principalmente peixes amazônicos, que vivem muito bem em temperaturas entre 28º e 32º C. Exemplos: neon, acará disco, acará bandeira. Quanto ao pH (que está intimamente relacionado com a dureza, no aquário), os peixes podem ser divididos em: Água ácida: São peixes que vivem bem em água com pH ao redor de 6,0, ou até inferior. Os exemplos mais típicos dessa categoria são os disco e neons.

    Água ligeiramente ácida: algo entre 6,6 e 6,9. Nessa categoria entram diversos peixes das bacias brasileiras, como as coridoras, cascudos, ramirezi, e outros. Água ligeiramente alcalina: algo entre 7,1 e 7,2. Nessa categoria se encontram muitos dos peixes da família dos poecilídeos, como espadas, platys e lebistes. Água neutra: na verdade, essa categoria engloba também os peixes de água ligeiramente ácida e ligeiramente alcalina, já que esses podem ser facilmente adaptados em água neutra.

    Exemplo: paulistinha.

    Água alcalina: Aqui estão, de novo, peixes mais exigentes, que não vão se adaptar tão bem se colocados em pH mais baixos, apresentando diversos sintomas de má adaptação, como os kyngyos, que apresentam veios de sangue nas caudas transparentes quando o pH abaixa muito. As molinésias também fazem parte dessa categoria, e vivem bem em pHs variando de 7,2 até pHs marinhos, acima de 8,0! Os ciclídeos africanos também são peixes de água alcalina, idealmente ao redor de 7,8. Nos lagos de origem desses peixes há uma quantidade muito grande de sais dissolvidos na água, e o pH é bastante elevado, sendo que o ambiente lembra mais um ecossitema marinho, do que um lago no centro da Africa. Sabendo que precisamos planejar o aquário baseados nas espécies que vamos querer colocar no mesmo, vamos escolher os substratos.

    Como dito acima, a dolomita funciona alcalinizando a água, e pode ser usada como substrato em aquários para peixes alcalinos, como kyngyos, molinésias, espadas e ciclídeos africanos. Um ponto que deve ser levado em conta em relação à dolomita é quanto a sua cor, em geral branca ou muito clara – como os peixes em geral são provenientes de rios e lagos com fundo escuro, isso serve como referência para eles, e o uso da dolomita sozinha como única cobertura do fundo pode levar os peixes a ficarem estressados pela luminosidade refletida pelo substrato. Assim, é recomendável usar uma parte de cascalho de rio comum na mistura, ou então enfeites escuros no fundo para quebrar um pouco esses efeito.

    Outro substrato comumente usado no fundo de aquários de água alcalina são conchas moídas ou halimeda (o esqueleto calcáreo de uma alga marinha). Esse tipo de substrato é especialmente encontrado em aquários de ciclídeos africanos, aonde é comum encontrar também peças de coral usadas como enfeite. A aragonita também seria um substrato dos mais escolhidos para aquários de ciclídeos africanos, não fosse seu preço bastante elevado. Em geral o cascalho de rio, a pedra rolada de rio, é o substrato usado em aquário para peixes de água ácida, neutra, ou levemente alcalina. A maioria desses cascalhos é quimicamente inerte e acaba não afetando o pH, além da vantagem de prover aos peixes um fundo escuro, e um ótimo substrato para as plantas. Outros tipos de cascalho podem ser testados, sendo deixados por um período em um pequeno recipiente com uma água previamente testada, a qual é retestada após esse período para ver se houve alteração do pH.

    Esse método também pode ser usado com pedras que vão ser usadas dentro do aquário, ou com algumas que se desconfia estejam sendo responsáveis pela alteração do pH da água. Dentre os enfeites naturais, é sabido que o tronco de arueira ajuda a amolecer a água e assim a queda do pH, sendo muito usado em aquários de peixes amazônicos. Outro condicionador usado para amolecer a água é a turfa, geralmente colocada em saquinho dentro do filtro ou em uma passagem de água. Das pedras brutas, o ideal é perguntar ao lojista que as está vendendo se elas causam alguma alteração no pH, ou então testá-las como proposto acima.

    Um aquário montado a algum tempo, especialmente se tiver filtro biológico de fundo, tem tendência a apresentar uma acidificação gradual da água, que não é causada por propriedades químicas das coisas usadas dentro do aquário, mas sim pelo acúmulo de sujeira em decomposição no fundo do aquário. Essa acidez não é saudável, mesmo para peixes de água ácida, pois indica o decaimento da qualidade da água, que pode, em grau extremo, ser o agente responsável pelo aparecimento de doenças. Esse efeito deve ser controlado pela manutenção frequente do aquário, sempre usando um sifão para penetrar no fundo e retirar os acúmulos de sujeira.

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  • O Ambiente Natural e os Peixes

    Na Terra existem diversos tipos de habitats naturais diferentes, com características diferentes, que variam com sua localização no globo, com a quantidade de luz solar que recebem, relevo, composição mineral, quantidade de chuva, exposição à ventos e outros fatores que afetam o tipo de fauna e flora que vai se adaptar. Em relação aos ambientes aquáticos, também existem essas diferenteças, sendo que a água pode variar de fria a quente, as estações do ano podem estar definidas ou não*, a salinidade varia, assim como a quantidade de outros compostos químicos que podem estar dissolvidos, o pH e a dureza da água são diferentes nos diferentes ecossistemas.

    Baseado nessas variações da qualidade ou, melhor dizendo, do tipo da água, fica fácil perceber que peixes provenientes de lugares diferentes podem viver melhor em águas com condições diferentes, de preferência o mais próximas de seu ambiente natural. Peixes de águas frias devem ser colocados juntos, e não misturados com peixes de águas quentes, e vice-versa. Peixes de águas ácidas não devem ser misturados com peixes de águas alcalinas, pois nesse caso alguém vai ficar prejudicado. Assim, o hobbysta vai percebendo que para atingir um equilíbrio satisfatório no aquário, precisa aprender um pouco sobre a origem dos peixes que ele pretende criar, para tentar atingir as condições ideias para as espécies em questão, e entender porque algumas espécies de peixes não podem ser colocadas juntas.

    Muitas das doenças em aquários, e também muitas das mortes de peixes, são causadas pelas condições da água que não são condizentes com as espécies de peixes criadas. Peixes de água quente vão ficar bastante debilitados se a temperatura da água for muito baixa para eles, podendo facilmente ser alvo de parasitas e bactérias causadores de doenças, o mesmo sendo válido para os peixes de água fria. Isso sem levar em conta os efeitos maléficos de um choque térmico, que é uma mudança brusca de temperatura, não importa se para cima ou para baixo. O mesmo é válido para o pH, dureza, salinidade, etc.

    O ideal é colocar no aquário peixes que necessitem de condições da água semelhantes. No caso de um aquário comunitário, procurar manter a água num meio termo para satisfazer ao máximo cada uma das espécies de peixes presentes. Assim, um aquário contendo acarás disco e peixinhos dourados parece muito estranho e com pouca chance de dar certo, já que os acarás são peixes de águas quentes e ácidas, e os peixes dourados de água fria (temperada), com estações definidas*, e pH de neutro para alcalino.

    Existem espécies de peixes que são mais resistentes que outras, e que podem se dar bem em tipos de ambientes mais variados, sendo os mais propícios para aquários comunitários, como, por exemplo, os lebistes. Essas são as espécies que “jogadas” em qualquer laguinho do mundo têm chance de sobreviver e colonizar um ambinete que seria totalmente hostil para outras espécies. Já foi muitas vezes documentado que uma espécie colocada “artificialmente” em um ambiente pode sobrepujar as espécies existentes, se tornando a espécie dominante ou até a única espécie presente no ambiente.

    Um tipo de peixe que seja muito adaptável pode comer os ovos ou os filhotes de outra espécie, ou competir pelo alimento com as espécies locais, e muitas vezes ganhar a briga, o que pode causar um desequilíbrio no ecossistema. Esse é o principal motivo pelo qual não se devem liberar animais de cativeiros em ambientes vizinhos, ou peixe de aquário em laguinhos ou rios da região. Esse também é o motivo pelo qual os governos proibem a importação de animais estrangeiros para servirem de animais de estimação, pois estes poderiam fugir ou serem soltos, prejudicando o ecossistema local, e podendo causar vários tipos de prejuízo, inclusive para a economia local.

    Para as plantas, as mesmas observações são válidas. Assim, elódeas, que são plantas de águas frias, não vão se desenvolver em um aquário aquecido com a água mantida continuamente a 28° Celsius.

    Isso tudo coloca o hobbysta muito perto do ambiente natural, já que é necessário, para ser realmente bem sucedido, aprender um pouco sobre os ambientes naturais de origem dos peixes para saber as condições ideais que devem ser atingidas num determindado aquário.

    * Quando eu falo sobre estações definidas, quero dizer que a temperatura da água varia ao longo do ano, de acordo com a estação corrente.

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  • Doenças de Peixes Ornamentais

    Existem várias doenças conhecidas e tratáveis de peixes ornamentais. Com o tempo, o hobbysta vai adquirindo experiência para diagnosticá-las e tratá-las. Mas mesmo o mais experiente criador pode ficar na dúvida sobre os sintomas e o melhor tratamento. É fundamental estar certo sobre o diagnóstico antes de iniciar qualquer tratamento, pois, caso contrário, a cura pode ser mais prejudicial que a doença.

    Existem doenças, como o íctio, que podem ser combatidas apenas alterando algumas condições da água do aquário, sem o uso de medicamentos. Existem outras que necessitam de antibióticos e um aquário hospital para administração dos mesmos.

    Muitas doenças, aliás, a grande maioria delas, se manifesta quando as condições da água do aquário começam a ficar inaceitáveis para os habitantes. Por isso, entre as coisas que eu aconselho para a farmácia do aquarista estão diversos itens voltados apenas para a manutenção e melhora das condições da água.

    Itens da Farmácia:

    1) sal grosso

    2) um aquecedor com regulagem eletrônica (por exemplo, Visi-Therm) de 100 Watts (ou vatagem recomendada para o tamanho do aquário principal)

    3) anti-cloro (eu gosto bastante do anti-cloro da Tetra)

    4) Parasiticida da Atlantis

    5) Bactericida e Fungicida da Atlantis

    6) Algum antibiótico (Maracyn II) no caso de aquário de ciclídeos, especialmente discos.

    É claro que a aquisição de todos estes itens vai depender das condições do aquarista, mas por serem mais em conta, eu aconselho a aquisição pelo menos dos itens 1, 3, 4 e 5.

    Eu vou partir minha descrição de doenças, começando da mais comum, e chegando nas mais raras. É muito importante ter em mente que devido ao fato de que muitas doenças estão relacionadas à má qualidade da água, a troca parcial de água, com água tratada, é sempre recomendada como umas das primeiras coisas a serem feitas na iminência de qualquer doença. De forma que antes do início de qualquer tratamento, eu considero que o aquarista já fez uma troca de pelo menos 20 % da água do aquário. No caso da administração de medicamentos, deve-se retirar o carvão ativado do filtro, caso existente, para que este não remova de imediato os elementos da medicação.

    Íctio

    Sintomas:  inicialmente o peixe começa a se esfregar no cascalho, em pedras, ou nas folhas de plantas do aquário, como que se conçando. Depois começam a aparecer pontos brancos espalhados pelo corpo do peixe, que vão aumentando em número e tamanho; sua aparência é de pequenos cogumelos.  A doença é bem contagiosa, mortal, mas de fácil tratamento.

    Tratamento: Parasiticida na dosagem recomendada no rótulo, aplicado no próprio aquário principal.

    Verme Âncora

    Sintomas: normalmente o verme aparece fixado na nadadeira dorsal do animal, como se uma flexa o tivesse atravessado. O verme tem aproximadamente uns 6 mm de comprimento por 1 mm de diâmetro.

    Tratamento: remover o verme. Para isso pode ser usada uma pinça, ou outro instrumento equivalente. Para mim, o mais fácil é separar um pano limpo e sem resíduos químicos para segurar o peixe, umidecer o pano na água do aquário, e segurar o peixe deixando apenas a área infectada exposta; remover o verme rapidamente com a pinça, pingar merthiolate no local (para evitar infecções) e devolver o peixe no aquário.

    Veludo

    Sintomas: o peixe começa a se esfregar (coçar) em objetos no aquário, rapidamente uma fina película, parecendo veludo, começa a recobrir o corpo do peixe. Essa doença se alastra muito rapidamente, e é extremamente mortal.

    Tratamento: aumentar a temperatura da água até 31° Celsius (não aumentar mais de 2° por dia), colocar sal grosso na água (desde que o aquário não tenha peixes de fundo: limpa-vidros, cascudos e corydoras) e usar parasiticida. Como essa doença parece surgir especialmente quando as condições da água não estão boas, suspender inicilamente a alimentação por 1 ou 2 dias, e diminuir a quantidade de comida. Se possível, voltar a alimentação dos peixes com artêmia viva.

    Fungo

    Sintomas: o peixe aparece com alguma região coberta por um algodão branco.

    Tratamento: trocar 50% da água do aquário imediatamente, e depois 20% por dia até resolver o problema. Usar fungicida e bactericida na dosagem recomendada. Se não houverem peixes de fundo, usar um pouco de sal grosso (uma colher de chá para cada 20 litros de água). Aumentar uns 3° a temperatura do aquário, 1,5° por dia, até um máximo de 31°.

    Superabundância de Sangue

    Sintomas: muito comum em kyngyos. É típico sintoma de má qualidade da água. Aparecem riscas vermelhas, de sangue, principalmente na nadadeira caudal do peixe.

    Tratamento: trocar água sifonando o fundo, diariamente, até resolver o problema. iminuir a alimentação. Se possível, substituir parcialmente a alimentação por artêmias vivas.

    Degeneração das Nadadeiras

    Sintomas: apodrecimento dos tecidos das nadadeiras, que se apresentam como que comidas.

    Tratamento: troca de água e limpeza do aquário. Sal grosso desde que não haja peixes de fundo. Fungicida e Bactericida na dosagem recomendada no rótulo. Alimentar com artêmias vivas, se possível, por alguns dias.

    Dactilogirus

    Sintomas: aparecimento de filamentos muitos finos nas brânquias, que acabam se apresentando irritadas (avermelhadas). Podem aparecer fungos na região atacada.

    Tratamento: o ideal seria tratar com antibiótico (por exemplo, terramicina) em aquário hospital. No aquário principal, aumentar a oxigenação, e tratar com Fungicida e bactericida e Parasiticida. Aumentar 2° a temperatura da água, até no máximo 31°.
    Se possível usar sal grosso, desde que não haja peixes de fundo. Diminuir a alimentação, e se possível alimentar com artêmias vivas.

    Aeromonas

    Sintomas: as nadeiras dos peixes vão sendo comidas das pontas em sentido as corpo, pode existir uma borda vermelha, de sangue, na região que está sendo atacada; o corpo do peixe aparece com um anel branco, normalmente ao redor do dorso.

    Tratamento: a doença é bastente contagiosa e causada por bactérias do gênero Aeromonas. Como em uma epidemia de gripe, muitos indivíduos são contaminados, mas outros ficam ilesos. Os contaminados em geral acabam morrendo se não forem tratados.
    Dependendo da variedade da bactéria, a simples aplicação de Bactericida e Fungicida da Atlantis pode conter a doença, mas o garantido mesmo é o emprego de antibiótico, sendo que eu tenho tido ótimos resultados com o Bacter da Labcom em aquário hospital.

    Hoje em dia essa doença tem se manifestado bastante em peixes recém adquiridos e deve ser prontamente diagnosticada e tratada devido ao seu alto grau de mortalidade.

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  • Stress dos Peixes

    peixe-guppy-04Os peixes também sofrem de “stress”

    Logo no transporte do peixe ele já começa a ficam estressado por que muitas vezes sõa longas viagens dentro de saquinhos que balançam sem parar do criador até as lojas e depois da loja até sua casa. Bom, mas não tem problema. Procure nunca comprar os peixes no mesmo dia em que ele chegou a loja, compre sempre um dia depois pois os peixes estarão em melhores condições.

    Outro motivo também é esse negócio de ficar batendo no vidro do aquário por que os peixes assustam. Quando você bate no vidro sem querer é verdade, mas nesses casos não tem problema por que você bate de vez em quando. Agora quando vai esses “palhaços” e ficam com aquele dedão no vidro do aquário e falando: Olha o peixinho que bonito, colocandodo o dedo no vidro e toda hora fazem isso, neste caso é perigoso estressar os peixes e então é bom alertar essas pessoas sobre isso.

    Existem varios outros jeitos que podem estressar os peixes: Luz muito forte, bater no vidro, no transporte, brigas entre eles, o macho perseguindo a fêmea etc…

    Sintomas do Stress

    • Se você não perceber ou perceber e não tratar o peixe ele ficará doente e correrá sérios riscos de morrer!!!
      Sintomas:
      – O peixe fica parado nos cantos do aquuário
      – não se alimenta
      – fica meio tonto e perdido

    Tratamento

    Para você tratar e só tirar o peixe do aquário em que ele estava e coloca – lo em outro aquário( o aquário hospital) com a mesma água, temperatura, um oxigenador e tudo mais.

    Deixe uma luz bem fraca ligada no máxima 6 horas por dia( para dar bastnte tempo para ele descansar) e no primeiro dia não o trate. Já no segundo dia ele já vai estar bem melhor e se recuperando bem , aí continue seguindo os procedimentos acima mas voltando a alimenta – lo no mesmo horário que você costumava o tratar mas em pequenas quantidades. Depois do 2 dia de tratamento já de a quantidade normal de alimento ( de qualidade e alimento vivo) para ele ficar forte de novo.

    O tempo de recuperação do peixe vai de 3 dias a uma semana (7 dias).

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  • Simples Manutenção do Aquário

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    Para vc manter um aquário bonito , equilibrado biológicamente, limpo etc. Você precisa fazer algumas manutenções. Também não adianta você ter um aquário super bonito se os peixes não vivem bem dentro dele. As manutenções são simples: Sifonagem, trocas parciais da àgua, podas das plantas, tirar as algas (se for necessário), arrumar alguma coisa que não está bem na decoração, manutenção na bomba submersa e nos filtros externos, medir o ph semanalmente.

    Trocas parciais da àgua
    Essa “operação” é muito importante. Isso é você tirar1/4 da água e colocar água nova. Lembre – se que quanto maior o aquário maior a estabilidade. Em aquários com 100L ou menos troque a cada 15 dias e aquários com mais de 100L troque a cada 20 ou 25 dias. A água que que vai ser colocada no aquário tem que ficar descansando por uns 3 dias , tem que estar com o ph igual o do aquário e sem cloro.

    Sifonagem
    Bom , para fazer esta manutenção você precisará de um sifão.Sifão é um “instrumento” com um bocal , uma mangueira fina de jardim mesmo.Você pega e coloca o bocal no fundo do aquário e sugue para que comece a sair a água. Quando começar sair num lugar para onde que a água não fique vasando no chão ex:(galão de água de 20L).Pegue o bocal e vá sifonando o fundo para os detritos ir embora pela mangueira.Aí siga os mesmos procedimentos da troca parcial da água.

    Podagem das plantas
    As plantas conforme elas vão crescendo, elas vão ficar feias e grande demais se você não podar.Para podar vc deixa o ramo da planta mais forte em cada uma e vai podando os mais fracos e feios.

    Tirar as algas
    Se você não tiver peixes que façam este serviço(como o cascudo, limpa vidro…) você terá que seguir os procedimentos indicados: Pegue uma buchinha de lavar louça (tem que ser nova por que pode conter sabão). Vagarosamente vá passando vagarosamente a bucha no vidro até que saia toda as algas.

    Arrumar a decoração ou alguma coisa que está errado dentro do aquário. De repente vc monta alguma toca ou rochas encaichadas, plantas que podem se soltar ou alguma outra coisa. Isso se mover , soltar , cair aí para não deixar tudo desarrumado vc tem que arrumar essa “baderna”. Bom aí vai algumas indicações.

    -Nunca mude radicalmente a decoração de seu aquário.
    -Nunca coloque muitas coisas artificiais e muito colorido Ex:(Aqueles mergulhadores que soltam bolha)
    -Quando você for colocar o braço dentro do aquário, lave sem sabão e só com água corrente.
    -Não faça movimentos bruscos por que vc pode assustar seu peixes.

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  • Alimentação Básica dos Peixes

    Comida em FlocosTal como os outros vertebrados, os peixes necessitam de hidratos de carbono, minerais, vitaminas, gorduras, proteínas e água.

    A melhor maneira de lhes fornecer todos os nutrientes é dando-lhes uma dieta variada de alimentos de boa qualidade, tanto vivos como manufacturados. É preferível alimenta-los “pouco e muitas vezes” a dar-lhes uma grande refeição diária. Dê-lhes pequenas quantidades de comida duas ou três vezes por dia e tente variar a dieta.

    Existem 5 tipos principais de alimentos embalados: flocos, granulados, comprimidos, liofilizados e congelados.

    Flocos — É um dos melhores alimentos completos. Tende flutuar por instantes, para os peixes que se alimentam à superfície. Depois afunda-se lentamente e é engolido peles peixes de meias águas, e acaba por alimentar os peixes de fundo.

    Granulados e Comprimidos — Em geral afundam-se rapidamente e são ideais para peixes de fundo. Os comprimidos podem ser colados às paredes a meia altura do aquário.

    Liofilizados — Consistem em alimentos vivos liofilizados, ou seja, desidratados.

    Congelados — Vermes apanhados e congelados, podem ser dados aos peixes mais tarde, sem perda do valor alimentar.

    Existem também alimentos vivos que podem ser dados directamente aos peixes (depois de lavados, claro). Dê alimentos vivos aos seus peixes como petisco. Tiram muitos benefícios dos alimentos vivos e gostam de perseguir os pequenos seres introduzidos no aquário.

    Mas também podem ser prejudiciais pois podem transportar doenças para o aquário. Alguns exemplos de seres vivos que podem dar-se aos peixes são: artémias, tubifex, dáfnias, minhoca. As artémias podem ser criadas em casa e é possível que encontre outro tipo de alimentos vivos em vendedores especializados.

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  • Tudo sobre o Peixe Guppy (Lebiste)

    Nome científico: Poecilia reticulata (Wilhelm C. H. Peters)

    Nome popular: Guppy, Barrigudinho, Lebiste, Bandeirinha, Sarapintado, Peixe-Arco-Íris, Guaru-Guaru, Bobó, Rainbowfish, Missionaryfish, Millionenfisch, Buntfleckkaerpfling etc.

    Introdução:   O Guppy é um peixe bastante resistente e pouquíssimo exigente quanto as instalações, mas devemos tomar alguns cuidados. A água deverá ter uma água macia (6-10 dH) e ligeiramente alcalina, com o pH entre 7.0 e 7.2. Mantenha a temperatura em 25° C a 30° C.

    Os guppies podem ser criados em aquários comunitários, desde que não hajam peixes muito maiores que ele, que possam danificar suas enormes nadadeiras dorsal e caudal ou devorá-las. Além de mais coloridos, os machos são bem menores que a fêmea, eles medem até 3cm, enquanto que elas podem chegar a 5,6cm. A nadadeira caudal dos machos é normalmente do mesmo tamanho do corpo e bem aberta, ao passo que a das fêmeas é igual a metade do corpo.

    Muitos aquaristas levam a criação de guppies a um nível tão sério e em tão grande escala, que fazem do hobby sua fonte de renda. E não é para menos, esses peixes são bastante ativos, desenvolvem-se bem em aquários pequenos, estão sujeitos a poucas doenças e se reproduzem com grande facilidade. E ainda, o Guppy é um dos peixes ornamentais mais bonitos, populares e procurados pelos aquaristas.

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    O Guppy faz parte da família dos Poecilídios. Eles foram originários de águas doces de Trinidad, Barbados e países do norte da América do Sul, mas foram disseminados por quase todo o mundo. É encontrado na natureza geralmente em águas pouco movimentadas, ou então estagnadas. Nestes locais os guppies são verdadeiros devoradores de larvas de insetos e em alguns países, inclusive o Brasil, são usados para controlar a proliferação de mosquitos transmissores da malária e outras doenças.

    Reprodução

     Quem já viu guppies em um aquário, com certeza já percebeu que os machos ficam nadando ao lado de sua companheira, num ritual amoroso. Ele vibra as nadadeiras dorsal e caudal se dobrando e encosta seu gonopódio (órgão sexual do macho) no órgão genital da fêmea, fecundando-a. O período de gestação dos filhotes varia entre 21 e 28 dias. Próximo ao nascimento o abdômen da fêmea se apresenta bem inchado e aparece perto da nadadeira anal uma mancha escura ou clara, dependendo da cor do peixe, que vai aumentando com a proximidade da parição. O ideal seria retirarmos a fêmea do aquário e colocarmos em outro sozinha, pois o canibalismo nesta espécie é muito comum. Esse aquário, chamado de maternidade, deve ter esconderijos, como plantas ou até um saco de frutas, pois são nelas que os alevinos se escondem quando nascem.

    É impressionante o potencial reprodutivo dos guppies. Quando atingem a maturidade são muito ativos sexualmente. Os cruzamentos são constantes e uma fêmea pode produzir cerca de 100 filhotes a cada 4 semanas, embora o número fique normalmente em torno de 40 filhotes. Com uma única fecundação, ela pode parir até oito vezes sem a presença do macho. Isso porque a fêmea tem capacidade de armazenar os espermatozóides no interior do seu oviduto por um longo tempo. Dependendo da alimentação pode sobreviver até 100% dos alevinos até a fase adulta.

    peixe-guppy-03Alevinos

    Seu aquário com alevinos deve ser bem cuidado, com filtro, trocas parciais da água semanalmente (no máximo 50% da água) e não deixar ocorrer mudanças bruscas na temperatura. Nos primeiro dias dê principalmente Náuplios de Artêmia. Com essas medidas seu alevinos crescerão rapidamente e com muita saúde. Você sabia que com 75 dias os guppies já são capazes de se reproduzir? A espécie vive no máximo 2 anos e nunca para de crescer. O período mais fértil dos guppies são quando eles estão com 4 meses de vida.

     

    Ficha Prática do Guppy (Lebiste)

    NOME POPULAR: Guppy, Barrigudinho, Lebiste, Bandeirinha, Sarapintado, Peixe-Arco-Íris, Guaru-Guaru, Bobó, Rainbowfish, Missionaryfish, Millionenfisch, Buntfleckkaerpfling etc.

    NOME CIENTÍFICO: Poecilia reticulata (Wilhelm C. H. Peters – 1859).

    ORIGEM: Norte da América do Sul e América Central.

    DIMORFISMO SEXUAL: Macho: Tem cores no corpo e nadadeiras. Sua nadadeira caudal costuma ser do mesmo tamanho do corpo. Pode chegar a medir 3 centímetros. Fêmea: Tem cores somente no pendúculo caudal e nadadeiras. Pode chegar a medir 5,6 cm

    TEMPERATURA: De 25° C a 30° C. De preferência 27° C.

    ÁGUA/pH – pH 7.0 a 7.2. dH 6 a 10.

    ALIMENTAÇÃO: Onívora; Tubifex, larvas de mosquito, drosófilas, artêmia salina, dáfnias, infusórios, microvermes, enquitréias, minhocas de jardim, patê etc.

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  • Equipamentos e Acessórios

    Todo aquarista deve ter equipamentos para ajudar a manter o aquários e o seu ecossistema em perfeito funcionamento, veja abaixo os equipamentos mais utilizados no aquarismo:

    Compressor de ar: É uma “bombinha” que através de um diafragma interno faz propulsões de oxigênio, um compressor de ar é muito útil, serve para movimentar os filtro tanto externo quanto interno, serve para oxigenar e movimentar a água. As mais simples e baratas custam em torno de 12 a 16 reais, eu aconselho você ter pelo menos uma, já que é um bom investimento, pois dura para a vida inteira.

    Tubos, divisores e pedras porosas: Os tubos são o que ligam o oxigênio do compressor de ar para a água, os divisores servem para dividir a potência do ar para outros caminhos, caso você queria usar em dois aquário, é só por um divisor dividindo um tubo de ar para cada aquário. A pedra porosa é um difusora de ar, deve ser usada no auxílio de oxigenação. Os tubos servem também para sinfonar a água.

    Termomêtro:  Um termomêtro nunca é demais, serve para você saber a temperatura, ver se o seu aquário esta bem climatizado, fora a medição de outros aquários onde você quer transferir peixes e não ocorrer o choque térmico, que as vezes pode até ser letal ao peixes se for de forma muito brusca.

    Aquecedor, termostato: Aquecedor é preciso, é muito útil mesmo, antigamente o termostato(é o que regula a temperatura certa do aquecedor, diminuindo ou aumentando conforme o caso) era vendido separadamente, e você o ligava no seu aquecedor, hoje já vende aquecedor de ponta com termostatos ótimos, mas caso você não queira esbanjar dinheiro, onde eu estou de pleno acordo, você pode comprar um aquecedor com termostato da Brasil, que custa em torno de 10 reais. Para você saber a potência em Watts que o seu aquário vai precisar, é só medir 1 Watt por litro, ou seja, se tiver 50 litros de água, compre um de 50 watts.

    Redinha: Uma redinha é muito necessário em sua criação, você deve ter uma redinha para cada tamanho de peixe a criar, uma pequena, média e grande. Não pode reclamar que não quer gastar, pois redinha custa 1 ou 2 reais.

    Lâmpada: Uma lâmpada no aquário seja ela incandescente ou fluorescente, é muito útil, pois a iluminação realça as cores do peixe, deixe eles mais alegres, e principalmente ajuda a planta praticar a fotossíntese, assim as plantas vão desenvolver melhor e mais saudável.

    Filtro: Esse com certeza é um equipamento indispensável para um bom tratamento da água. Temos várias opções de filtros, se usarmos um filtro externo devemos trocar periodicamente o carvão e o material filtrante.

    Teste de Ph: Para controlar a alcalinidade e acidez da água.

    Desnatador: Quando a água vai ficando leitosa e engrossa, chegando a formar uma nata na sua superfície, isto é causado por uma elevada taxa de proteínas ou sibstâncias orgânicas. Para evitar que isso aconteça, temos um aparelho d egrande simplicidade e eficiência, o desnatador.

    Ozonizador: O ozônio é um gás produzido pela passagem da corrente elétrica através do ar, transformando o oxigênio em ozônio, com 3 atómos em cada molécula.

    Esterilizador de raios ultravioletas: Quando usado corretamente, traz grandes benefícios aos peixes, as plantas e outro seres existentes no aquário.

    Medicamentos básicos: Medicamentos básicos, como um desinfetante da Alcon, um bacterisiticida, um parasiticida e um fungicida da Atlantis. Terramicina, ou algum outro antibiótico. Azul de metileno e pergamanto de potássio. Para o tratamento urgente de algum peixe doente.

    Sacos Plásticos: Usados principalmente no transporte de peixes, armazenamento e conservação, em frio, de alimentos como carne, infusórios, vermes.

    Plantador: Usado para plantação no aquário, sem necessidade do aquarista mergulhar a mão na água. Há vários modelos, todas fixando a planta e permitindo o seu plantio.

    Comedouros: Empregados para dar certos alimentos aos peixes, como o tubifex, controlando para que saiam aos poucos e não se espalhem muito, perdendo-se no fundo do aquário, decompondo-se, contaminando a água e baixando seu Ph.

    Pipeta: É um tubo oco de vidro. Serve para aspirar detritos do fundo do aquário. Basta colocarmos sua ponta mais fina junto a eles e, com a boca, na outra ponta aspiramos, saindo os dedritos junto com a água. Convém colocarmos uma buchinha de algodão a uns 3 cm da ponta em que estamos com a boca, para evitar que, por descuido, engulamos água suja.

    Sifão: Serve para retirar os detritos do fundo do aquário, nada mais sendo do que um tubo flexível de borracha ou de plástico, de 1,50 a 2m de comp. por 1,5 a 2,5 cm de diâmetro. Uma de suas extremidades é colocada junto aos detritos q com a outra na boca, os aspiramos junto com a água.

    Aspirador: Nas casas especializadas encontramos um aspirador simples e prático, para limpra o fundo do aquário, substituindo a pipeta e o sifão.

    Tesouras: São usadas para podar plantas, obter mudas, para cirurgias, para necrópsias, dependendo do seu tipo e tamanho.

    Pinças: De grande utilidade, servem para o plantio, para pegar vermes, caçar caramujos, fazer curativos.
    Raspador: Utilizado regularmente para a raspagem das algas nos vidros do aquário.

    Ficha de controle: Julgamos que todo aquário deva ter uma ficha para anotações de tudo que ocorrer nele, com as respectivas datas e outros informes, como a entrada e saída de peixes, medicações, doenças, trocas ou reposições de água. Isso evitará dúvidas e facilitará muito o manejo.

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  • Sistemas de Filtragem para Aquariofilia

    filtro-aquarioO sistema mais difundido de filtragem é o filtro biológico de fundo (FBF), que é composto por placas perfuradas colocadas por baixo da camada de cascalho, com uma saída acoplada a um compressor de ar ou, mais recentemente, a uma bomba submersa. O fluxo de água através da camada de cascalho aumenta a oxigenação nesta, permitindo a fixação de bactérias benéficas, que convertem produtos tóxicos da água em elementos não tóxicos. Esse sistema de filtragem deu um grande impulso ao aquarismo.

    Uma das causas da mortalidade dos peixes em aquário é o acúmulo de substâncias tóxicas, que se formam dos dejetos dos peixes e de restos de alimentos. O principal produto tóxico que aparece é a amônia; quando o filtro biológico está maduro uma das colônias de bactérias que se aloja nele transforma a amônia em nitrito, que também é tóxico, então um outro tipo de bactéria transforma o nitrito em nitrato, que não é tóxico, e vai se acumulando na água (veja item ecologia). É por isso que a filtragem biológica é fundamental para a vida de um aquário. Em aquários sem nenhum tipo de filtro biológico, ou com um ainda não maturado1, é comum os peixes irem morrendo sem motivo aparente, quando na verdade eles estão sendo intoxicados dentro d’ água.

    Hoje em dia, com um conhecimento maior da química do aquário, vários outros sistemas de filtragem foram desenvolvidos, muitos dos quais dispensam por completo o uso do FBF. Porém, todos esses sistemas têm uma camada biológica inserida neles; ou seja, no aquário sempre há um filtro biológico, sendo o FBF um dos vários sistemas de filtro biológico, de onde se desenvolveram os outros. Essa camada biológica é sempre uma superfície muito porosa, que facilita a fixação das bactérias do filtro biológico; pode ser uma esponja (nos filtros WetDry ou nos canisters), areia de densidade especial (nos filtros de areia fluidizada), bioballs (nos WetDry ou como complemento de outros filtros), etc.

    Atualmente existe uma grande polêmica sobre as vantagens e desvantagens dos vários sistemas de filtragem, e muito crítica surgiu sobre o FBF. É sabido que este último, ao longo do tempo, acumula muita sujeira na camada do fundo do aquário, o que pode vir a causar um desequilíbrio do aquário. Também, em aquários voltados principalmente para o cultivo de plantas, o tipo de circulação de água gerado na camada de cascalho impede a manutenção de uma camada nutritiva no fundo, que alojaria vários elementos importantes para um desenvolvimento exuberante das plantas. A primeira crítica é válida, e a manutenção de um FBF exige que o fundo do aquário seja regularmente sifonado para que não se deixe acumular excesso de detritos na camada de cascalho, e que a alimentação dos peixes seja bem regulada, para que não fiquem caindo sobras no fundo, que vão acabar apodrecendo e piorando a qualidade da água com o tempo. A segunda crítica também é válida, mas em aquários moderadamente plantados, aonde as plantas são apenas elementos secundários, o FBF pode ser usado, e eu já tive aquários com plantas muito bonitas que usavam FBF. No geral, eu particularmente gosto do FBF pois acho um sistema simples, barato, e de funcionamento bastante satisfatório.

    Para aquários bem plantados, daqueles que parecem mesmo um jardim, o ideal é escolher um sistema de filtragem que deixe “quieto” o fundo do aquário, para que se possa colocar uma camada nutritiva duradoura neste, que vai liberar nutrientes para as plantas por um período prolongado de tempo. Nesse tipo de aquário outro sistema de filtragem, que não o FBF, deve ser escolhido; abaixo eu cito alguns tipos de filtros que eu já usei e faço alguns comentários. Infelizmente, todos os filtros externos bons com os quais eu tive contato são importados…

    WDF 3000 da Second Nature – esse filtro tem um pad que retira a sujeira mais grossa da água, um local para colocar carvão ativado, e uma esponja aonde se alojam as bactérias do filtro biológico. O sistema funciona bastante bem e o filtro movimenta muito pouco a água, sendo muito bom para aquários com espécies que gostam de águas pouco movimentadas, como acarás disco.

    Penguin BioWheel – esse filtro é feito em vários tamanhos e conjuga também os 3 sistemas de filtragem: mecânica, química e biológica. A parte biológica é feita por uma roda que fica girando na saída de água do filtro, como um moinho, e que tem a superfície propensa para a fixação de bactérias.

    Fluval – esse é um dos modelos de filtro canister. A biologia nesse filtro é feita numa esponja, e o filtro tem vários outros compartimentos aonde pode-se colocar elementos filtrantes, como carvão ativado, cerâmica, peat, etc. Eu uso esse filtro num aquário de plantas, mas já reparei que a biologia demora mais que nos outros para se formar nesse sistema.

    1. Diz-se que um filtro biológico está maduro quando ele está funcionando a um tempo suficiente para que grandes colônias de bactérias tenham se alojado nele, assim todos os elementos tóxicos são prontamente convertidos em nitrato. O período de tempo para que o filtro biológico esteja completamente pronto é de aproximadamente um mês.

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  • O Peixe Cresce de acordo com o tamanho do Aquário?

    É verdade que o peixe cresce de acordo com o tamanho do Aquário?
    Não.

    Os peixes, como os outros seres vivos, têm seu tamanho, colorido, formato, e outras características determinadas pelo seu código genético.

    Essa crença de que se o aquário é pequeno o peixe fica pequeno é velha, do tempo em que os peixinhos raramente viviam mais de 10 dias em aquário… Tempos idos, pois hoje, com todo o conhecimento que se desenvolveu no aquarismo, o período médio de vida do peixe no aquário pode ultrapassar sua expectativa de vida na natureza! Em um aquário bem planejado, sendo o peixe alimentado com comida balanceada para suprir suas necessidades nutricionais, mantido em água com os parâmetros equivalentes aos do seu habitat de origem e, se assim for a vontade do aquarista responsável, sem predadores ao redor, os peixes podem ter um período de vida no aquário superior àquele na natureza.

    Bom, mas voltando ao assunto desse artigo, por quê um peixe, ou qualquer outro ser na natureza desenvolveria um mecanismo de controle do tamanho que permitisse que alguns exemplares da espécie crescessem mais e outros menos, dependendo do recipiente aonde fossem colocados? Se fosse assim, os humanos provavelmente estariam a cada geração diminuindo de tamanho…

    Outros mecanismos limitam o crescimento dos peixes no aquário, mas ao conhecê-los, ninguém vai querer manter um peixe que cresce muito em um aquário pequeno!

    – Alimentação: evidentemente esse é um fator limitante; um peixe que come pouco cresce pouco. Isso é até bom para quem tem pouca experiência com aquários, já que geralmente os peixes passam por longa estiagem na natureza, períodos quase sem alimento, e sobrevivem. Sem comida o peixe não suja a água, não deteriorando a qualidade dessa, e em um sistema fechado como o aquário, a água poluída mata mais que a falta de comida.

    – Nitrato: o nitrato é uma proteína que se acumula, produto da decomposição das fezes, urina e restos de comida na água. Na natureza, o nitrato seria levado pela correnteza, e diluído pelo enorme volume de água disponível, mas no aquário essa proteína se acumula na água, engrossando a mesma, coisa que nós não vemos, mas o peixe sente. O aumento na concentração de nitrato inicialmente é pouco sentida, mas quando a concentração chega em níveis mais altos, os peixes começam a sentir, se alimentam menos, ficam mais parados, e muito predispostos a problemas de saúde. Existe uma relação, observada, de que quando as concentrações de nitrato aumentam, os peixes crescem menos, e até param de crescer.

    Assim, em um aquário pequeno um peixe pode mesmo crescer menos, mas isso ocorre porque o nitrato, que faz mal para o peixe, se concetra mais rápido em um volume menor de água, inibindo o crescimento do peixe. Na minha opinião, é uma maldade colocar peixes em um aquário pequeno, e esperar que eles não cresçam por causa do nitrato, por que a água deles acumulou sujeira suficiente para inibir, de algum forma, seu crescimento. Fato é que um filhote de peixe grande colocado em um aquário pequeno, mas no qual a água é totalmente trocada diariamente, zerando o nitrato, vai crescer normalmente, até morrer por outra causa limitante, como a falta de oxigênio suficiente dissolvido em um volume pequeno de água.

    Para concluir, ou melhor dizendo, a moral da estória é: quando montar um aquário, coloque peixes adequados ao tamanho do mesmo, planeje ter um aquário com peixes saudáveis, que vão viver bem, até vindo a se reproduzir!

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