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Reprodução de Peixes

Reprodução de Peixe Espadas e Molinésias

O sistema de reprodução desses dois peixes são extremamente iguais. O ideal é ter 3 machos para 1 fêmea. Se você ter esses peixes em um aquário comunitário, vai ser mais difícil você ver o acasalamento deles.

Neste caso quando você ver que a fêmea está com a barriga bem grande você tem que tira – la e coloca – la em um aquário separado com a mesma água e temperatura com plantas no aquário(tipo cabomba) e na hora que ela que ter todos os filhotes tire-a do aquário e volte-a no aquário em que ela estava e deixe os filhotes no aquário em que eles nasceram.

Nesta fase é importante alimentá-los rigorosamente. Obs: Nestes tipos de peixes, os filhotes se desenvolvem dentro da fêmea e por isso não põe os ovos no aquário, e o filhote já nasce espertinho (comendo, se escondendo, tudo sozinho).

É normal que neste período alguns filhotes morram, tire-os no instante em que você ver. Para os pais não comerem os filhotes na hora do nascimento, é necessário alimentá-los bem. Bem, depois de tirar os pais do aquário, deixe o filhotes no aquário(sem pedra pois eles entram em qualquer buraco ou lugarzinho, não conseguem sair  e acabam morrendo.

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Guia sobre Reprodução dos Peixes

Distinção dos Sexos:

Nos Vivíparos, normalmente as fêmeas são maiores. Os machos tem a barbatana anal modificada chamada de gonopódio enquanto que as fêmeas têm-na em forma de leque. Os machos são mais vistosos.

Nos Ciprinídeos os machos costumam a ter as cores mais vivas.

Nos Ciclídeos as fêmeas costumam ser mais pequenas e menos coloridas, mas em outras espécies como os Escalares e os Discos não existe diferenças entre os sexos sendo quase impossível identificar o sexo, por isso normalmente coloca-se num aquário grande um grupo de indivíduos jovens e deixa-se que estes escolham os seus parceiros sexuais.

Nos Belonteídeos as fêmeas têm as cores menos intensas e são mais pequenas do que os machos. Nos Caracídeos as fêmeas costumam a ser mais encorpadas do que os machos.

Nos Coridoras a melhor maneira de determinar os sexo consiste em examinar a sua região superior; a fêmea apresenta-se mais larga atrás das barbatanas peitorais ao passo que o macho é mais gordo nos pontos de inserção dessas barbatanas.

Reprodução:

Os Vivíparos, como o nome indica, a fertilização e a incubação dos ovos são feitas no interior do corpo da fêmea. São poligramos. Os alevinos nascem completamente formados e já nadam pelos seus meios. Deve-se separá-los dos outros peixes, pois estes tem a tendência de comer os alevinos, embora uma vegetação densa seja suficiente para que estes possam proteger-se desses ataques.

A fêmea, depois de dar à luz, deve ser mantida uns dias em repouso num aquário à parte longe dos ataques dos machos.

Os Ciprinídeos são ovíparos e dispersadores de ovos. Para fins reprodutivos o aquário deve ter uma vegetação bastante densa, pois os adultos têm a tendência de comer os próprios ovos.

Os Ciclídeos também são ovíparos. Constituem casais duradoiros e protegem os ovos e as crias durante semanas. Alguns costumam depositar os seus ovos em superfícies quase ou mesmo verticais, o caso dos escalares, enquanto outros depositam os seus ovos no interior de cavernas, como por exemplo os Kribensis.

A maior parte dos Belonteídeos constróem ninhos de bolhas onde os ovos são depositados. O macho protege os ovos e as crias durante algum tempo (normalmente perde o interesse quando os alevinos começam a desembaraçar-se sozinhos). Deve-se retirar a fêmea do aquário de desova pois o macho tem tendência a atacá-la depois da desova. O aquário deve ter algumas plantas de superfície para servir de suporte ao ninho de bolhas.

Os Caracídeos são dispersadores de ovos, sendo a sua criação muito difícil. Normalmente os criadores optam por constituir um aquário onde cerca de metade deste está coberto por vegetação densa onde os ovos ficam abrigados.

Algumas espécies de Peixes-gato ainda não se reproduzem em cativeiro, mas no caso dos coridoras por vezes é possível provocar o processo de postura fazendo baixar a temperatura da água. A fêmea transporta os ovos fertilizados entre as barbatanas ventrais até ao local de postura escolhido. A criação dos alevinos não oferece qualquer problema.

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Reprodução de Salamandras

salamandra-aquática

Eu li muito sobre salamandras, adoro anfíbios em geral, mas nunca pensei que eu conseguisse reproduzí-las em aquário. Eu comprei inicialmente duas salamandras, e com sorte consegui que elas fossem um casal: na época eu não conhecia nenhuma maneira de distiguir entre machos e fêmeas, mas reparei que algumas salamandras tinham a cauda bem fina e comprida, enquanto outras tinham a cauda achatada lateralmente e mais curta; comprei uma de cada e futuramente vim a descobrir que a cauda achatada é do macho. Eu até hoje não consegui identificar a espécie das minhas salamandras, mas acredito que elas sejam do gênero Cynops. Se alguém for conhecedor do assunto, por favor, me auxilie caso eu esteja errada. As salamandras são pretas, perto de 11 centímetros de comprimento adultas (incluindo a cauda), e com a barriga riscada de linhas vermelhas brilhantes.

Quando eu as trouxe para casa, minha única certeza era de que elas precisariam de um aquaterrário para morar (já estava montado) e que seria dificil alimentá-las. O terrário era um aquário de 60 centímetros de comprimento, sendo a parte submersa com 18 centímetros de profundidade e muitas plantas já enraizadas (incluindo várias higrófilas), e a parte emersa um quadrado de uns 20 centímetros quadrados, com algumas gibóias plantadas (planta de ambiente muito úmido). Inicialmente eu alimentei as salamandras com tubifex vivos, e depois descobri que elas comiam também artêmias vivas, e até carne vermelha oferecida na ponta de uma pinça. Hoje sei que elas comem também ração para tartarugas (devo confessar que dá bem menos trabalho. As salamandras foram adquiridas no início de 89 e mantidas como únicos habitantes do aquário. Lá pra setembro se iniciaram os preparativos nupciais, logo quando o tempo começou a esquentar.

Eu reparei que as salamandras começaram a andar mais tempo juntas no começo da primavera e que, diferente do inverno, elas passavam quase todo o tempo dentro d’água: essa espécie de salamandra respira também pela pele. Pro final de setembro, a fêmea (chamada Maligna) começou a ficar muito tempo agarrada com algumas folhas de higrófila: ela estava colocando os ovos gelatinosos entre as folhas, que se dobravam e grudavam nas extremidades, como que fazendo um envoltório. O bonito de tudo isso é que dava pra ver alguns ovos mais expostos, e que foi possível acompanhar todo o desenvolvimento do embrião, já que o envoltório dos ovos é uma gelatina totalmente transparente, por onde o embrião faz trocas de alimento e gases com o ambiente.

Pelo que eu me lembro, o tempo entre a postura e o nascimento dos filhotes foi de pouco mais de 10 dias. Quando os filhotes estavam prontos para nascer, dava para vê-los prontinhos dentro dos ovos. Antes do nascimento, eu separei os pais em outro aquário, para que o terrário ficasse somente para os filhotinhos. Foram postos mais de 20 ovos nessa cria, mas poucos filhotes vingaram sobreviver.

O comprimento ao nascer era ao redor de 0,7 cm, eles eram bem finos e dificílimos de ver dentro d’água, pois pareciam minusculas cobrinhas marrons, quase da cor do cascalho do fundo. Depois de várias tentativas, eu descobri que o melhor seria alimentá-los com alevinos de artêmia recém-eclodidos. Suas bocas eram minúsculas e a alimentação foi muito complicada no começo. A medida que eles foram ficando maiores, eu passei a dar tubifex bem pequenos, e depois ainda carne picada. Os filhotes possuem guelras externas para respiração, que somem na metamorfose, que ocorre quando os filhotes atingem perto de 2 cm de comprimento. Nesse época eles saem da água e passam um bom período (alguns meses) quase que exclusivamente na parte emersa do terrário. No caso dos adultos, durante o inverno a preferência é pela parte emersa, enquanto que no verão ficam quase exclusivamente dentro d’água.

O casal voltou a por ovos na mesma época pelos dois anos seguintes (90 e 91) e, apesar de eu ainda tê-los aqui em casa, nunca mais voltaram a se reproduzir.

Há anos e anos as salamandras continuam desovando entre a primavera e o verão, mas devido ao meu trabalho, tenho perdido constantemente esses momentos familiares e, pior do que isso, todas as crias da desova, que eu nem vejo se chegaram a nascer… (Agora as salamandras já estão comigo há 17 ou 18 anos (desde 1986/87) e só agora eu percebi a necessidade de priorizar a família, de forma que desde o ano passado me retirei, temporariamente, da vida comercial, e vim passar mais tempo com meus bichos; o resultado disso… todas as fotos dessa página são da minha família, e nem teve espaço pra todo mundo!

Falando sério, a desova foi um sucesso, uns 15 ovos. Infelizmente, perdi uns 6 para os fungos, mas muitos nasceram. A desova começou em outubro, e foi até fevereiro. Eu ainda não disse, mas o pai da desova é outro, inclusive parece de outra espécie, a barriga é mais laranja, e de cor espalhada de forma mais homogênea. O pai da cria de 89 fugiu e morreu há 5 ou 6 anos, o mesmo fim que teve um fihote que eu ainda criava da mesma época. Abaixo, foto do filhote que puxou a barriga do pai, e ao lado, a mãe.

salamandra-jovem

Como os ovos são gelatinosos (veja foto ao lado), os fungos são um problema sério. Veja aqui uma foto com dois ovos, o da esquerda, íntegro, mas o da direita, esbranquiçado, atacado por fungos. Atualmente, eu mantenho as salamandras em aquários sem filtragem, e acredito que isso possa ter ajudado os fungos; para a primavera desse ano (espero ter a oportunidade de acompanhar mais uma desova) vou montar um aquário com filtro biológico e talvez um pequeno filtro externo com carvão ativado.

A foto a esquerda é de um filhote recém nascido. Os recém nascidos foram alimentados com alevinos de artêmia, e também com aquelas minhoquinhas brancas, de terra; acho que se chamam enquitréias. Depois de nascidos, eu não perdi nenhum filhote; todos os problemas se concentraram nos ovos. Além do fungo, uma outra coisa estranha que acontecia era o filhote não conseguir se soltar da gelatina do ovo, e morrer preso; dois morreram assim, o terceiro, eu consegui salvar pegando o problema na hora certa, e abrindo o ovo com uma agulha para o filhote “escapar”. Ah, mais um detalhe novo: a desova desse ano ocorreu exclusivamente em plantas artificiais, e parece que isso não fez diferença, a não ser que o fungo também possa atacar mais fácil em plantas plásticas, já que as salamandras não conseguem dobrar as folhas, formando um casulo ao redor dos ovos.

Na foto abaixo, a direita, vemos 3 embriões, em diferentes fases do desenvolvimento, ainda dentro dos ovos: o de cima, nascendo, o do meio, em estágio mais avançado do desenvolvimento, e o de baixo, ainda “desenrolando”.

Em leituras posteriores sobre crescimento e reprodução de salamandras eu descobri que a maior parte das espécies é de regiões temperadas do globo, e necessita de um inverno bem frio, quando elas hibernam, para desencadear o processo de reprodução. Além disso, a maioria dos autores cita como temperatura máxima para mantê-las 25 ° Celsius. Existem muitas espécies de salamandras e a postura varia bastante entre elas. A parte a necessidade da sazonalidade para a reprodução, a maioria das espécies se reproduz com certa facilidade em cativeiro. Elas também variam bastante por algumas espécies serem principalmente terrestres, enquanto que outras praticamente não saem da água.

Ao lado vemos um filhote cercado de artêmias vivas, e um caramujo acima. Como a artêmia viva vem do mar, e a salamandra é um bicho tipicamente de água doce, acredito que essa não seja, nutricionalmente, a melhor alimentação, mas, sinceramente, nunca notei problemas. Agora que os filhoes estão maiores tenho alimentado com minhocas e tubifex, os quais eles estão pegando fora da água, diretamente da ponta da minha pinça.

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A Reprodução das Carpas e Kinguios

As Carpas e os Kinguios, já sabemos que são peixes de fácil criação, dóceis, não são exigentes, porém muito bonitos. Esses são peixes apropriados para fontes, tanques e caixas d’água devido seu grande crescimento.

A reprodução é alta e nascem muito alevinos, mas tem um fator que torna demorado essa fase, a maturidade dos peixes. Esse tipo de peixes (Ciprinídeos, carpas e kinguios) não são como molinésias e espadas que atingem em 40 dias sua maturidade sexual.

Um Kinguio ou uma Carpa começam a se reproduzir em no mínimo 4 anos de vida. Assim, ela já estará com seu porte entre médio a grande. uma coisa que as pessoas acham complicado nessa espécie é quanto a distinção do sexo. Os machos possui esporos (espinhos brancos) de forma triangular pequena na região urogenital.

Coloque 2 fêmeas para 1 macho no tanque. Após algum tempo (em épocas de temperatura acima de 20 graus, aparecerão milhares de pontos brancos grudados na vegetação, paredes, pedras e na decoração. São os ovos, que posteriormente em 3 dias mais ou menos irão eclodir e muitos alevinos aparecerão.

Tome cuidado nas épocas de desova com os filtros muito potentes, com as trocas parciais ou com águas correntes fortes pois os ovos podem ser levados ou podem ser perdidos facilmente. Se você não sabe a época certa em que os peixes irão desovar, fique atento e assim que você perceber que houve a desova, tome as atitudes corretas.

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