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Peixes de Água Doce

Tubarão de Cauda Vermelha

Nome científico: Labeo bicolor
Nome popular: Tubarão de cauda vermelha, bicolor

De Tubarão, ele só tem nome. O Labeo bicolor, é um peixe dócil, pacífico, chega até a comer na mão do criador. Apesar de ser bastante resistente, o aquário deve estar em perfeitas condições. O contraste de cores no seu corpo é muito bonito, possui o corpo negro, nadadeiras negras e cauda vermelha.

Ele pode chegar a 15cm de comprimento.Seu corpo é ligeiramente achatado, com uma nadadeira dorsal em forma de bandeira, tem a boca voltada para baixo e dela faz bom uso: funciona como um eficiente órgão de sucção aspirando os alimentos.

Eles precisam de grandes espaços, pois são territoriais, isto é, demarcam seu território. São pacfícos em relação as outras espécies, desde que haja espaço suficiente para todos e intolerantes em relação a outro indivíduo da mesma espécie.

O aquário deve teras seguintes condições: muito espaço, troncos, rochas formando esconderijos. Esta espécie chega a viver 12 anos num aquário bem cuidado e equilibrido. A água deve ser ligeiramente ácida com pH próximo a 6.8, branda com dH 10 e temperatura entre 22 e 27 graus. A vegetação além de intensa, deve ser compátivel com a água ligeiramente ácida. Uma boa iluminação moderada.

Quanto a alimentação, o labeo bicolor é onívoro, gosta de alimentos vivos e vegetais, sendo comum vê-lo raspando as algas do aquário. Em sua dieta, devem constar artêmia salina, tubifex, alface, espinafre, pulga d’água.

Reprodução

Muitos acham difícil distinguir o macho da fêmea, mas basta olhar para forma de seu corpo, além das fêmeas serem maiores, possuem o corpo mais ovulado. A reprodução do bicolor é muito difícil em cativeiro, mas vale a pena tentar.

Coloque um casal num aquário separado, cheio de plantas, com alguns tijolos furados, eleve a temperatura para 28 graus. Assim que a fêmea depositar os ovos e o macho fecundá-los, retire-os do aquário, pois em 36 horas os ovos irão eclodir e os pais iriam comer os filhotes. Nos primeiros 45 dias os filhotes tem uma cor ligeiramente acizentada e as nadadeiras transparentes.

Eles devem ser alimentados com artêmia recém-nascida e uma ração a base de gema de ovo.

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Sobre os Tricogásters

Tricogáster (Trichopterus )

Os Tricogáster’s tem um instinto meio territorial, são belos, possuem duas manchas redondas pretas no corpo, tem reflosexos prateados, podem ser criados em grupo, só deve tomar cuidado para não deixar que eles dominem o aquário, se não eles podem se tornar agressivos com as demais espécies.

Ambiente ideal para os Tricogáster’s

Eles gostam de PH um pouco ácido(6,4 à 6,9), a temperatura pode ser igual dos Bettas, gostam de aquários bem plantados também, gostam de espaço para nadar, porém pode ser criados em aquários pequenos sem problemas, desde que habitem o mesmo quanto forem jovens, depois de adultos pode ser que eles não aceitem muito bem um espaço pequeno para dividir com os “parceiros” ou outras espécies.

Reprodução

A reprodução dos Tricogáster’s é um pouco mais díficil de se conseguir em cativeiro, mas não é impossível, vamos passar as técnicas logo abaixo, por fases também. Nós não garantimos o sucesso do acasalamento.

1º fase – Preparação do aquário: Em um aquário de no mínimo 50 litros ponha água descansada e á 28 graus, devemos lembrar sempre, nunca ponha pedriscos, filtros e demais equipamentos nos aquários de reprodução.

2º fase – Colocação do macho no aquário: Coloque o macho que você obersvou uma coloração diferente na barriga dele, um azul mais escuro, isso quer dizer que ele quer reproduzir, separe ele dos demais e ponha no aquário de reprodução.

3º fase – Colocação da fêmea no aquário: Coloque a fêmea que o macho estava “paquerando” em seu aquário comunitário no aquário de reprodução.

4º fase – O namoro: O macho vai namorar a fêmea, pode ser que ele não seja muito carinhoso, mais isso é normal, aliás, normal em todos os anabantídeos, ele vai dar o início na construção do ninho e vai ocorrer o acasalamento logo após, a separação do macho, engorda dos alevinos e etc, pode ler no capítulo dos Bettas, pois é idêntico.

Agressividade dos Tricogáster’s:

Os Tricogáster tem um extinto bastante evoluído para a agressividade, ele pode se tornar agressivo fácil, por isso é bom você evitar por Tricogáste’s “velhos” em aquários com outras espécies, pois eles vão ser remungões e brigões, se você pretende montar um aquário de anabantídeos, ponhas os outros anabantídeos e depois ponha os Tricogáster’s, e de preferência novos.

Beleza dos Tricogáster’s:

Os Tricogásters não tem uma beleza tão estonteante quanto os demais anabantídeos, mas seu charme de nadar já ganha pontos com qualquer criador, quando eles estão em seu aquário ideal, mostram seus nados, bonitos e as vezes bastante rápidos.

Alimentação dos Tricogáster’s:

Eles gostam de alimentos muito parecido com o dos Bettas, gostam de rações peletilizadas mas não negam ração flocadas, e nunca deixe de dar comidas vivas ou congeladas.

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Peixe Tanictis

Nome científico: Tanichthys albonubes
Nome popular: Tanictis

A história do tanictis tem tudo para ser ser uma fábula, assim como todas as encantadores histórias orientais. Mas ela é real, bonita e começa numa manhã, com um garoto chinês brincando num dos riachos de sua aldeia. Surpreso, ele vê um peixe até então desconhecido e animado corre para mostrar sua descoberta a seu amigo naturalista Lin, que o batizou de Tanichthys albonubes, que em latim quer dizer ” peixe de Tan da Nuvem Branca”, em homenagem ao Tan, o garoto que descobriu o peixe.

O Tanictis traz satisfação a seus criadores, sendo um dos favoritos dos aquaristas. É também uma espécie ideal para quem está começando no aquarismo, pois ele é muito resistente, come de tudo e é ótimo para aquários comunitários. Geralmente nadando em cardumes na natureza, o pacífico e pequeno tanictis(mede no máximo 4 cm) atrai a atenção de qualquer um, tanto por seu nado de movimentos rápidos como pelo lindo colorido.

Este ciprinídeo pouco exigirá do aquarista para ser mantido em cativeiro. Preferindo as baixas temperaturas, a água do aquário pode variar entre 16 e 18 graus no inverno e de 20 a 2 graus no verão. O pH ideal é em torno de 6,9. As plantas que eles mais gostam são a Elodea e Cabomba.

Reprodução

A reprodução da espécie em cativeiros é muito fácil de ser obtida. Separe 2 fêmeas e 3 machos em um aquário com água ácida, pode-se perceber que os machos ficam com as cores mais acentuadas e passam a fazer a corte as fêmeas, dando início ao ritual do acasalamento. Terminada a cerimônia, a fêmea libere entre 50 e 100 ovos que irão aderir as plantas ou nas paredes dos aquários.

Os adultos devem ser retirados do aquário. Os ovos eclodirão 48 horas após a desova. Com dois dias de vida, os alevinos podem ser alimentados com uma mistura a base de gema de ovo cozido e leite em pó. Deve ser servida 3 vezes por dia e em pequenas quantidades.

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Rodóstomus

Nome científico: Hemigrammus rhodostomus
Nome popular: Rodóstomus

Apesar de apelidos como nariz de sangue, cabeça de fogo, que dão idéia de um peixe agressivo e briguento, os rodóstomus são um dos peixes mais pacíficos. Esses apelidos se dão pela coloração avermelhada de sua cabeça. É um peixe de cardume, por isso nunca compre apenas um exemplar, opte por um pequeno cardume e se certifique que eles estão saudáveis, através do brilho do seu corpo.

Os rodóstomus são um pouco exigentes quanto a qualidade da água, mantenha a temperatura entre 23 e 25 graus e o pH em torno de 6.5. Nunca deixe ocorrer mudanças bruscas na temperatura, pois eles são muito sensíveis a elas.

A alimentação é um fator determinante para que o colorido do rodóstomus fique intenso. Ofereça uma dieta com flocos, artêmia, tubifex, dáfnias, espinafre cozido. Não têm preferência ao tipo de vegetação, use uma iluminação moderada. O rodóstomus pode alcançar 5 cm.

Reprodução

São poucos os casos de reprodução bem-sucedida com esta espécie. Mas os cuidados são os mesmos dos caracídeos, isto é, um aquário espaçoso, bem plantado e com temperatura constante de 25 graus. Os ovos ficam depositados entre as raízes e pequenas folhas de plantas. Após um período de incubação, que vai de 2 a 3 dias, surgem os filhotes.

Durante os primeiros dias de vida, os alevinos irão se alimentar dos próprios nutrientes que o habitat oferece, mas você também pode oferecer infusórios. Quando atingem metade do tamanho adulto podem receber a mesma dieta dos pais.

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Peixe Ramirezi

Nome científico: Microgeophagus ramirezi
Nome popular: Ramirezi

Integrante da família dos ciclídios, o ramirezi tem um comportamento pacífico e tímido no aquário, podendo conviver tranquilamente com outras espécies, num aquário comunitário, inclusive com peixes menores. A única precaução é não colocá-lo com peixes muito agressivos. Originário da Venezuela, o ramirezi possui um coloração bastante variada, por isso muitos o chamam de pierrô.

Apesar de ser uma espécie bastante resistente a doenças, ele pode vir a morrer de fome, pois é muito sensível quanto a alimentação. Por isso, nunca deixe de faltar na sua dieta uma alimentação viva, artêmia e tubifex. Outro cuidado que você deve ter é com a água, mantenha entre 22 e 26 graus, mole(aproximadamente 10 dH), pH 6,8. Coloque muitas plantas e pedras, formando cavernas para serem utilizadas como refúgio.

Os ramirezis são peixes muito comuns em aquários, graças ao seu bom comportamento( não arranca a vegetação, não faz buracos no solo, é pacífico) e sua beleza. Uma aviso importante para você que quer criar um ramirezi é que ele demora um pouco para se acostumar com seu ambiente, ficando um pouco triste no começo, isso é normal durante sua fase de adaptação. O ramirezi atinge cerca de 5 a 6 cm.

Reprodução

Quando o ramirezi está saudável e bem alimentado, sua reprodução é fácil. Basta colocar um casal, num aquário separado, com temperatura de 28 garus, água mole e ligeiramente ácida; sem cascalho e plantas. O fundo deve ser forrado por areia grossa e algumas pedras lisas, onde a fêmea depositará seus óvulos.

Após a desova o macho fertiliza os ovos e a eclosão se dá cerca de 2 a 5 dias depois. Você irá perceber como a fêmea é extremamente maternal, cuidando muito bem de sua ninhada. Os alevinos serão mantidos numa gruta pela fêmea, por alguns dias e depois saírão para nadar em cardumes. Alimente os filhotes com infusórios, náuplios de artêmia e dáfnias.

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Peixe Plati

Nome científico: Xiphophorus maculatus
Nome popular: Plati

Os platis têm tudo para atrair qualquer criador: são alegres, dóceis e nem um pouco tímidos. Convive muito bem com os peixes pacíficos como ele é, além de todas essas qualidades torna um aquário muito mais colorido.

Procedentes dos lagos e lagoas de planície da costa atlântica do México, Guatemala e Norte de Honduras, o plati possui um corpo achatado lateralmente e mais alto do que seus parentes próximos (poecilídios). Na forma selvagem, o peixe apresenta coloração verde oliva, branca e preta, os mais encontrados são os vermelhos. Como são peixes pequenos e calmos você pode criar em um aquário não muito grande, comunitário ou não, com uma temperatura média de 24 graus, vive em águas solabras também, pH entre 7 e 7,4.

Os platis não são nem um pouco exigentes quanto a alimentação, você compor sua dieta com larvas de mosquitos, dáfnias, vegetais, flocos. Ofereça as refeições 2 a 3 vezes por dia, os platis gastam muita energia, pois estão constantemente cruzando e procriando, consequentemente, exigem muito mais comida.

Reprodução:

Para saber se o seu plati é macho ou fêmea, basta olhar a nadadeira anal, no macho ela sofre uma transformação e forma um tubo, o gonopólio, por onde os espermatozóides são expelidos. Como é comum aos ovovivíparos, os exemplares machos são sempre de menor tamanho, os machos medem normalmente 4cm, enquanto as fêmeas 6 cm.

Reproduzir platis em cativeiro pode ser muito interessante, se você tiver exemplares de cores diferentes. O cruzamento se dá quando, após o tradicional namoro, o macho se acasala com a fêmea num único e rápido movimento, colocando nela seus espermatozóides através do gonopólio(a fertilização interna). A fêmea irá gerar em seu interior de 10 a 150 filhotes, que nascer 4 semanas depois, medindo cerca de 7mm.

Aí é só esperar pra ver as cores que conseguiu. Para o bom crescimento dos filhotes, é fundamental que a temperatura da água esteja acima de 22 graus, eles crescerão mais rápido e sobreviverão mais facilmente se além disso a água for verde (rica em algas).

Os platis atingem a maturidade sexual muito cedo, com 8 meses já têm uma atividade sexual normal. Os cruzamnetos são quase imediatos, cerca de 4 semanas depois do nascimento dos filhotes a fêmea dará uma nova cria mesmo que não ocorra um novo cruzamento.

Isso porque a fêmea armezena esperam por um perído de 8 a 15 meses. A cada 3 ou 4 semanas, os óvulos se formam na fêmea e são fecundados pelo esperma reservado no oviduto e os ovos fecundados transferem-se para o ovário. Você poderá perceber que os filhotes irão nascer quando a barriga da fêmea escurecer. Assim que nascem, os alevinos procurarão chegar a superfície para encher de ar a bexiga natatória.

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Peixe do Paraíso

Os Paraíso’s são peixes rústicos, bonitos e agressivos com outras espécies, até com outros anabantídeos, são originados da Coréia e Vietnã do Sul. Eles possuem listras de azul e vermelho ao lado do corpo, chegam até 9 cm ou mais de comprimento, porém antes já estão aptos para reproduzir.

Ambiente ideal para o Peixe-do-Paraíso:

Ele gosta de PH neutro, a temperatura ideal é de 24 graus, gostam de aquários bem plantados, principalmente com musgos, vivem muito bem sozinhos no aquário. ‘

Reprodução:

A Reprodução do Paraíso não é dífificil de se conseguir, coloque um macho grande e maduro no aquário de reprodução de 40 litros(ou menor), e espere ele “conhecer” bem o aquário, plante muito bem o aquário, principalmente com plantas flutuantes, deixe a temperatura em 22 graus, após um dia coloque a fêmea, e ele vai dar ínicio à construção do ninho. Se precisar de mais informações a respeito de engorda dos alevinos, separação da fêmea e etc, é só se espelhar na reprodução dos Bettas.

Agressividade do Peixe-do-Paraíso:

Quando sozinhos são peixes mansos e pacíficos, se caso você pretende cria-lo junto com outras espécies, não aconselho, pois ele é bem territorial, mas se a vontade for grande, use a técnica dos criadores experientes, coloque os Peixe-do-Paraíso junto com espécies maiores que eles, e que já habitam o aquário muito antes que eles.

Beleza do Peixe-do-Paraíso:
São peixes rústicos e belos, possuí nadadeiras grandes em vermelho, com uma boa luz no seu aquário ele fica mais bonito do que já é, pois a mesma ressalta as cores brilhantes dele.

Alimentação dos Peixe-do-Paraíso:
São um pouco exigente, comem ração flocada e adoram larvas de mosquito. Não se surpreenda se ele comer algas do seu aquário, pois eles tem esse costume.

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Peixe Paulistinha

Nome científico: Brachydanio rerio
Nome popular: Paulistinha.

Integrante da família dos Ciprinídeos, o paulistinha é um peixe muito alegre, brincalhão, agita qualquer ambiente.Muito aconselhável para iniciantes, pois são muito resistentes e não precisam de cuidados maiores.

É um peixe de superfície e de cardume, por isso você deve botar pelo menos 5 exemplares em seu aquário.Procedente da Índia, possui o corpo prateado com listas horizontais preto-azuladas, alternadas com outras amarelas que lembram a bandeira paulista, razão pela qual ganhou o apelido de paulistinha.

Eles suportam uma temperatura de 15 a 40 graus. Não tem objeções a nenhum tipo de planta, pedras ou troncos.A água deve ser mole e neutra, com o pH próximo de 7,0, a iluminção deve ser média, 8 horas diárias são suficientes. Eles também não são exigentes na alimentação, mas devemos variar bem, com ração em pó, artêmia, tubifex, no caso de flocos forneça cerca de 3 tipos diferentes.

Reprodução:

Para garantir bons resultados na reprodução, separe 2 machos e 3 fêmeas em um aquário de 35 litros, sem plantas e com o fundo coberto por duas camadas de bolinhas de gude, que têm função de resguardar os ovos, evitando assim que os pais os devorem. O acasalamento é feito durante corridas, a fêmea libera ovos não aderentes que são fecundados pelo sêmen do macho e por serem mais pesados que a água, depositam-se no fundo, entre as bolinhas de gude.

Um cuidado muito importante é manter o nível de água baixo, mais ou menos 15 cm acima das bolinhas, para que os ovos possam chegar ao fundo antes que a fêmea retorne ao mesmo ponto e o devore. Após a desova os pais são retirados do aquário e em aproximadamente 48 horas nascem os filhotes.

A alimentação dos alevinos é a base de gema de ovo cozida em pó, infusórios, náuplios de artemia e dáfnia. Alimente-os 3 vezes por dia.

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Peixe Neon

Nome popular: Neon Cardinal
Nome científico: Cheirodon Axelrodi
Família: Caracídeos

Neon Cardinal, uma jóia rara brasileira, ele esta sendo comercializado com o “mérito” do verdadeiro Neon, o Neon Tetra(Paracheirodon Innesi) que já foi extinto pela precária autoridade na época, pois na década de 30 a exportação para os EUA foi indiscriminada, simplesmente os aquaristas americanos compravam toneladas de cardumes dele, então o destino não pode ser diferente para o pobre peixinho, foi extinto.

Mas não precisamos ficar nos lamentando, é claro que foi uma crueldade o que fizeram, mas hoje temos o Neon Cardinal, que é uma “imitação” do Tetra e muito mais bonito, ele é originado da Amazônia, tem o dorso marrom-vermelho e a parte inferior do corpo luminescente vermelho rubi brilhante. Tem também uma listra larga de cor azul fosforescente ou verde-escura, conforme a incidência da luz.

O Neon Cardinal vive melhor em cardumes, por isso nunca deixe em seu aquário menos de 8 deles. Quando estão em água tropical com o pH em 6,6 a 6,8 ficam lindos no aquário, chamam atenção de qualquer aquarista. Um tempo atrás foi feito um concurso de peixe ornamental mais bonito, e ele acabou concorrendo como “Hors concours”, porque todos os juízes acharam que nenhum peixe ornamental poderia concorrer com ele. Se você quer compra-lo, tudo bem, acho que fez uma ótima escolha, mas primeiro prepare o ambiente, coloque mudas de cabomba bem densa, e complete a paisagem com outras plantas a sua escolha, assim os seus Neons ficarão mais a vontade e alegres.

Reprodução:

A reprodução do Neon Cardinal em cativeiro é uma tarefa para mestres, é muito díficil de se conseguir, já ouvi relatos de aquaristas terem conseguido reproduzir através de um lodo na água, pois o mesmo deixa a água totalmente turva, e é parecido com o ambiente de reprodução no habitat natural. Mas há ainda muito o que ser pesquisado, se você tem alguma experiência de reprodução por favor entre em contato com a gente.

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Peixe Molinésia

Nome científico: Poecilia latipinna
Nome popular: Molinésia

A origem das molinésias é um tanto polêmica. Sabe-se que são animais portadores de células na pele com excesso de melanina, o que as tornam negras e são integrantes da família dos poecilídios.

Sua manuntenção em aquários é relativamente fácil, mas devemos tomar algumas medidas, como manter a água ligeiramente alcalina, dar bastante espaço para elas, fazer com que 20% da água seja marinha, mas na impossiblidade de consegui-la, acrescente uma colher de chá de sal grosso para cada 4 litros de água, apesar de os resultados não serem os mesmos, uma boa iluminação e manter a tempertura sempre entre 25 e 29 graus, pois elas são muito sensíveis a mudanças de temperaturas e as plantas flutuantes.

Reprodução:

Na época do acasalamento, os machos exibem as nadadeiras dorsais para conquistar as companheiras, que não as possuem tão desenvolvidas. As molinésias são ovovivíparas, o macho que possue sua nadadeira anal transformada em um órgão copulador propicia uma reserva de espermatozóides na fêmea através da cópula, que irão fertilizar os óvulos seguintes, dispensando assim novas relações entre macho e fêmea.

Apesar do canibalismo ser bem menos intenso do que nas outras espécies de poecilídios, é bom separar a fêmea quando estiver perto de parir, para dar mais segurança aos filhotes.

Os alevinos quando nascem estão quase pretos, com cerca de 8 meses assumem definitivamente sua coloração negra. Logo depois do nascimento os peixinhos já estão auto-suficientes, dotados de reflexos usados na fuga de seus predadores. Os alevinos devem ser alimentados com artêmia recém nascida e gema de ovo cozida e desitratada, num total de 4 refeições por dia. O crescimento será mais rápido se for oferecido uma dose diária de dáfnias coadas em peneira fina. Podem chegar a 15 cm e vivem cerca de 2 anos.

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