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Equipamentos e Acessórios

Passos para a Montagem de um Novo Aquário

É importantíssimo saber certinho como vai ser seu aquário (tamanho, onde colocar, que peixes por etc…). Depois disso é aconselhável se você não tiver conhecimento técnico, solicitar que o tanque de vidro seja feito por um profissional ou o lojista habilitado e que você confia.

ACESSÓRIOS
São vários os acessórios p/ seu aquário:-Bombas de oxigênio, Filtro, Pedras, Iluminação e etc..

BOMBAS:
Existem vários tipos de bomba(p/ a oxigenação do aquário) e citarei algumas abaixo:

COMPRESSORES DE AR:
São compressores pequenos(existem vários tipos, tamanhos e potências diferentes. Esses compressores são bom mas com o tempo eles vão perdendo a potência, fazem muito barulho e são indicados p/ aquários pequenos. São indicados também para ornamentar aquários de todos os tamanhos por que as bolhinhas que eles fazem são super bonitas.

BOMBAS SUBMERSAS:
Também são bastantes eficientes, eu uso e indico. São bombas ótimas que além de circular a água super bem, também oxigena-a ao mesmo tempo. Se você for reparar, as duas bombas saem o mesmo preço, aí você escolhe.

FILTROS BIOLÓGICOS:
O filtro biológico é o mais barato. São placas pretas que se encaixam forrando todo o fundo do aquário. Eu aconselho. Este filtro é bastante criticado por diversos aquaristas, mas ele é ótimo fique tranqüilo.

FILTROS EXTERNOS:
Esse o preço é bem salgadinho. Ele é ótimo, filtra a água com mais eficiência e a manutenção é menos trabalhosa. Você deve apenas trocar a lã acrílica qdo estiverem gastas e o carvão mineral (dependendo do filtro). Recomendo.

PEDRAS:
Existem no mercado vários tipos de pedras. Você deve comprar as pedras dependo dos peixes que você irá colocar no aquário e no estilo dele também(evite pedras com pontas pois pode machucá-los. As melhores pedras são os cascalhos de rio que você pode achar facilmente e em vários tamanhos (pequeno, médio, grande). Se você for colocar peixes pequenos use as pedras pequenas e assim por diante. Existem também umas pedrinhas coloridas que já não são indicadas pois são tingidas artificialmente e soltam produtos químicos na água.

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Manutenção do Aquário

Você vai Viajar e não sabe o que fazer com seu aquário?

Dependendo da quantidade de dias que você vai ficar fora deve – se tomar procedimentos diferentes:

DE 1 A 3 DIAS: Aí vai depender se você trata direitinho seus peixes .Lembre – se você tratando certinho seus peixes ele aguentará até 8 dias sem comer sem problema algum.Bom , de 1 a 3 dias não deixe a luz ligada nem nada (só o oxigenador hehehe)

DE 1 A 5 DIAS: Normalmente , siga os procedimentos acima.

DE UM A 10 DIAS: Aí o período é mais longo e os procedimentos mais críticos.Você deve deixar o lugar onde está o aquário com luz ambiente(como o dia , o dia claro e a noite escuro)ou coloque um timmer na sua luz e regula a hora de acender e a hora de desligar.Compre um ração que parece uma pedra e ela vai dissolvendo lentamente na água e os peixes vão comendo ela.Colocar um termostato .

DE 1 A 15 DIAS: Mesmo procedimento acima . Agora se ficar alguém na sua casa(alguma doméstica ou alguma outra pessoa de confiança).Neste tempo vamos supor que sua tia vai ficar na sua casa, explique a ela tudo certinho quanto põe de ração a hora de ligar e desligar a luz e tudo mais , assim você pode viajar tranqüilamente.

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Reprodução de Peixes

Reprodução de Peixe Espadas e Molinésias

O sistema de reprodução desses dois peixes são extremamente iguais. O ideal é ter 3 machos para 1 fêmea. Se você ter esses peixes em um aquário comunitário, vai ser mais difícil você ver o acasalamento deles.

Neste caso quando você ver que a fêmea está com a barriga bem grande você tem que tira – la e coloca – la em um aquário separado com a mesma água e temperatura com plantas no aquário(tipo cabomba) e na hora que ela que ter todos os filhotes tire-a do aquário e volte-a no aquário em que ela estava e deixe os filhotes no aquário em que eles nasceram.

Nesta fase é importante alimentá-los rigorosamente. Obs: Nestes tipos de peixes, os filhotes se desenvolvem dentro da fêmea e por isso não põe os ovos no aquário, e o filhote já nasce espertinho (comendo, se escondendo, tudo sozinho).

É normal que neste período alguns filhotes morram, tire-os no instante em que você ver. Para os pais não comerem os filhotes na hora do nascimento, é necessário alimentá-los bem. Bem, depois de tirar os pais do aquário, deixe o filhotes no aquário(sem pedra pois eles entram em qualquer buraco ou lugarzinho, não conseguem sair  e acabam morrendo.

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Montagem e Decoração

Calculando Espessura de Vidro para um Aquário

O VIDRO

Você terá que prestar a atenção quanto a espessura do vidro( milímetros) se não o vidro dependendo da espessura ele não resistirá a pressão e estourará:    Veja a tabela.

Espessura (mm) Litros do aquário
de 0 a 30 litros 3 mm
de 30 a 100 litros 5mm
de 100 a 200 litros 6mm
de 200 a 400 litros 8 mm
de 400 a 600 litros 10mm
de 600 a 800 litros 12mm
de 800 a 1000 litros 15mm

Volto a  dizer que compensa comprar o aquário com o lojista de confiança, mas se você quiser fazer sozinho vamos lhe passar algumas informações que são importantes. Eu mesmo, já fui vitima de um aquário de 180 litros estourar simplesmente porque a espessura do vidro não era adequada.

Primeiro compre as placas de vidro por exemplo: Vou montar um aquário de 120 litros. Vá a uma vidraçaria e compre 6 placas de vidro(aí meça o espaço) por exemplo o aquário de 120 litros (50x40x60), aí dê essas medidas ao vidraceiro. Depois da compra vamos à montagem.

1 – Coloque o fundo em uma mesa ou no lugar em que você vai montá-lo e já lixe os lados p/ evitar acidentes.

2 – Cole com silicone(próprio p/ aquários)2 lados paralelos entre si(não economizando no silicone)

3 – Espere secar 1 dia esses 2 lados.

4- Depois de 1 dia cole as outras 2 partes e espere + 1 dia.

5-Com a placa restante você vai fazer as travas do aquário(min. 2) e as tampas.

Travas são 2 ou 3 tiras de vidro que ficam em cima e no fundo do aquário para os vidro não se soltarem e diminuir a pressão sobre os mesmos.

6 – Vá a vidraçaria e mande cortar as tampas e as travas.As travas são de no mínimo 5cm de largura e de comprimento que posse o aquário inteiro(de largura do aquário).

7 – Cole as travas sem economizar no silicone de novo!!! e cole as tampas com as alcinhas e tudo.

8-Espere + 1 dia e encha de água por 1 semana para ver se tem algum vasamento.

9 – Se não tiver, beleza, o aquário está pronto, mas se tiver, anote com uma caneta no vidro aonde está o vazamento e esvazie o aquário.

10 – Encha de silicone o lugar do vazamento(encha mesmo!!!), depois espere 1 dia e encha de novo.

11 – Aí espere + 1 semana e se estiver vazando faça isso acima tudo de novo.

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Plantas Aquáticas

Plantas Altas de Fundo

Nessa última série de tipos de plantas, iremos apresentar algumas variações que possuem um crescimento rápido e que atingem grande tamanho. Por esses motivos essa variedade de plantas é altamente recomendado que sejam dispostas no fundo do aquário.

Muitos aquaristas cometem o erro, talves por não conhecerem ou não lerem o nosso site (risos) de durante a compra não ter conhecimento dessas diferenças e acabam colocando plantas de alto porte por todo o aquário. Eventualmente as plantas irão crescer e começam a bloquear a visão do público para dentro do aquário.

Vallisneria spiralis
Origem Ásia
Tamanho 30 a 55cm
Luz Baixa a elevada
Temperatura 15 a 30ºC
Dureza Macia a dura
pH 6 a 9
Crescimento Rápido
Exigência Fácil

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Cabomba caroliniana
Origem América do Sul
Tamanho 30 a 80cm
Luz Média a elevada
Temperatura 16 a 26ºC
Dureza Macia a dura
pH 4 a 7
Crescimento Rápido
Exigência Média
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Plantas Aquáticas

Plantas Aquáticas de Médio Porte

Agora iremos relacionar algumas espécies de plantas que são de crescimento médio. Essas normalmente são adequadas para aquários de no minimo 80 litros, e não devem ser plantadas na frente do tanque. São ótimas como abrigo para os peixes de fundo assim como são de fácil adaptação e manutenção.

Echinodorus bleheri

Amazonense

Origem América do Sul
Tamanho 20 a 50cm
Luz Baixa a elevada
Temperatura 20 a 30ºC
Dureza Macia a Dura
pH 5.5 a 9
Crescimento Rápido
Exigência Fácil

____________________________________________________________________

Hygrophila difformis
Origem Ásia
Tamanho 20 a 50cm
Luz Média a elevada
Temperatura 22 a 30ºC
Dureza Macia a dura
pH 5 a 9
Crescimento Rápido
Exigência Fácil

______________________________________________________________________

Microsorum pteropus

Feto de Java

Origem Ásia
Tamanho 15 a 30cm
Luz Baixa a elevada
Temperatura 18 a 30ºC
Dureza Macia a dura
pH 5 a 8
Crescimento Lento
Exigência Fácil

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Plantas Aquáticas

Plantas Frontais para Aquários de Água Doce

Segue abaixo uma pequena lista de plantas aquáticas que são recomendadas para serem colocadas na parte fronteira dos aquários de água doce. Essas plantas possuem um crescimento e aparencia adequados para serem adicionadas no solo localizado proximo a area de visão do tanque.

Além de serem plantas muito lindas, elas também ajudam na filtragem e controle biológico do aquário, além de possuirem fácil manutenção.

Lilaeopsis brasiliensis
Origem América do Sul
Tamanho 4 a 7cm
Luz Elevada
Temperatura 15 a 26ºC
Dureza Macia a dura
pH 6 a 8
Crescimento Lento
Exigência Difícil

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Vesicularia dubyana

Musgo de Java

Origem Sudeste da Ásia
Tamanho Variável
Luz Baixa a elevada
Temperatura 15 a 28ºC
Dureza Macia a dura
pH 5 a 9
Crescimento Lento
Exigência Fácil

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Cryptocoryne willisii
Origem Sri Lanka
Tamanho 7 a 20cm
Luz Média
Temperatura 20 a 30ºC
Dureza Macia a dura
pH 5.5 a 8
Crescimento Lento
Exigência Fácil

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Como Funciona a Química da Água dos Aquários

Todos nós sabemos que água é extremamente importante para a manutenção e saúde dos peixes e plantas no aquário. Um dos fatores importantes a serem controlados é o pH, sendo que os outros são menos usados, e são aplicados normalmente quando se tenta manter espécies mais sensíveis no aquários.

Os peixes em nossos aquários são provenientes de várias partes do mundo aonde habitam águas com características químicas específicas, nas quais as espécies evoluiram ao longo dos tempos, e para as quais estão adaptadas. É necessário conhecer um pouco as necessidades das espécies que nós queremos criar, para dar aos peixes um habitat com condições semelhantes ao seu ambiente de origem.

Nesse tópico vou explicar de uma maneira simples alguns conceitos químicos usados em aquariofilia. A idéia aqui é dar ao aquarista uma base para que ele possa adaptar seu aquário melhor as exigências das espécies escolhidas, e também para escolher espécies compatíveis para habitar um aquário comunitário.

Para que os peixes mantenham o seu meio interno estável, eles estão continuamente fazendo trocas com o meio externo (a água do ambiente) através de absorção, secreção e excreção. Condições incorretas da água vão afetar as trocas de nutrientes e produtos de excreção através da membrana celular e podem afetar a fertilidade, o funcionamento de orgãoes internos e o crescimento, causando prejuízo a saúde dos peixes.

pH

O pH nos diz se a água é neutra, ácida ou básica (alcalina) e em que grau. A molécula de água H2O se dissocia em H+ e OH-, que reagem com outros componentes dissolvidos na água, podendo deixar H+ ou OH- em excesso na água. Quando o excesso é de H+ a água é dita ácida, quando é de OH- a água é básica, e quando os dois estão em proporções iguais, temos uma água neutra. A escala usada para medir o pH é logarítmica e vai de 0 a 14, sendo 7 o valor da água neutra. Os valores inferiores a 7 são ácidos e os superiores alcalinos.

Como a escala é logarítmica, um pH de 5 indica uma água 10 vezes mais ácida que um pH de 6. Sendo assim, percebe-se que uma pequena variação no valor do pH causa uma grande variação nas características químicas da água, que vai ser sentida pelos peixes. Por isso não devem ser feitas mudanças bruscas no valor de pH da água (com adição de produtos com essa finalidade). O ideal é não mudar o pH mais de 0,3 pontos por dia, para que os peixes tenham tempo de se adaptar as novas condições.

A maioria das espécies de peixes é proviente de ambientes com condições definidas de pH, que devem ser imitadas em nossos aquários. Por exemplo, peixes de água ácida devem ser mantidos em água ácida, com outros peixes que também tenham preferência por água ácida.

Dureza (general hardness – GH)

A dureza é a medida de íons cálcio (Ca++) e magnésio (Mg++) na água. A água dura é frequentemente proveniente de aquíferos de pedra calcárea, ricos em CaCO3.

A maioria dos testes aquarísticos que medem esse parâmetro dão o resultado em unidades de CaCO3, o que significa que a dureza é equivalente a esse tanto de CaCO3 na água, mas não significa que ela é obrigatoriamente proveniente de CaCO3. A forma mais comum de expressar a dureza é através de “graus de dureza” (dH – degrees hardness). Cada grau de dureza é equivalente a 10 mg de óxido de cálcio (CaO) por litro de água.

O conceito de dureza é importante para a manutenção de espécies mais sensíveis e exigentes quanto À qualidade da água, como os acarás-disco, que devem ser mantidos preferencialmente em água mole, e os ciclídeos africanos, que são originados de habitats de águas bem duras.

Dureza – dH ppm de CaCO3 tipo da água
0 – 4 0 – 70 muito mole
4 – 8 70 – 140 mole
8 – 12 140 – 210 levemente dura
12 – 18 210 – 320 dura
18 – 30 320 – 530 muito dura

Geralmente, a água mole é ácida, enquanto que a água dura é alcalina, mas essa relação não é obrigatória.

Dureza Carbonada – KH (tamponamento)

É a medida de ions bicarbonato (HCO3-) e carbonato (CO3–) na água. Como os testes de KH não conseguem ser exclusivos aos ions carbonato e bicarbonato, eles medem na verdade a alcalinidade da água, que é principalmente devida à presença desses ions no aquário de água doce.
A alcalinidade é a medida da capacidade tamponante total de ácido, ou seja, de todos os anions que podem se ligar a ions H+ livres na água, impedindo assim a queda do pH. No aquário de água doce, os termos “dureza carbonada”, “capacidade tamponante” e “alcalinidade” são usados como sendo sinônimos.
Quando o aquário tem alguma capacidade tamponante carbonada, os ions bicarbonato irão se combinar com o excesso de ions hidrogênio para formar ácido carbônico (H2CO3) que lentamente se dissociará em CO2 e H2O.

Ao longo do tempo, a medida que os ions carbonados são usados, a capacidade tamponante irá diminuir, e baixas mais acentuadas do pH serão notadas.

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Manutenção do Aquário

Tudo Sobre Troca de Água do Aquário

Acho que todo mundo que tem um aquário ja ouviu sobre a necessidade de trocar água do aquário. O motivo das trocas não é exatamente limpar a água, mas sim purificá-la de substâncias acumuladas em excesso, e repor alguns elementos que vão sendo depletados ao longo da vida do aquário. O principal produto acumulado no aquário é o nitrato, uma proteína que se forma basicamente pelos processos de decomposição no aquário, tanto da amônia da urina dos peixes, quanto de restos de alimentos.

O nitrato em baixas concentrações não faz mal aos peixes, mas em alta concentração torna os peixes cada vez mais suscetíveis a doenças e prejudica muito as plantas, causando amarelamento das folhas, normalmente de baixo para cima, e sua morte.

Nesse artigo vamos tratar da diminuição dos níveis de nitrato por trocas de água.

Qual a quantidade ideal de água a ser trocada?

Aqui vou abrir um parênteses para garantir que trocar toda a água, no tradicional processo de desmontar o aquário e lavar tudocertamente não é o melhor. Dessa forma a concetração de nitrato cai para zero, mas concomitantemente se destroi toda a biologia que havia se desenvolvido no aquário, dificultando em muito a sobrevivência dos peixes e causando sempre baixas entre os mesmos.

Na sequência de esquemas abaixo temos um aquário que foi montado, estabilizado, recebeu os peixes lentamente, ao longo de um mês, e acumula em média, 10 ppm de nitrato por decomposição ao mês (representado pelas bolinhas vermelhas). À esquerda temos um aquário aonde são feitas trocas semanais de 10 % do volume do aquário, e a direita um aquário aonde é feita uma troca única mensal de 50 % do volume. Cada figura conta com uma legenda e uma equação matemática, aonde temos o valor de nitrato antes da troca, que é o valor anterior mais 2,5 ppm (que é a quantidade de nitrato acumulada ao longo de uma semana), menos 12,5 % (no caso das trocas semanais), que representa a quantidade de nitrato removida na troca, e o valor resultante de nitrato logo após a troca de água.

Para fins práticos, é aceitável uma concentração de nitrato de até 25 ppm, sendo que concentrações superiores a essa começam a ser prejudiciais aos peixes, e as plantas começam a parar de crescer, ao que se segue o amarelamento das folhas. No esquema acima, a rotina de trocas de 50 % de água mensal, consegue manter indefinidamente o nível de nitrato em algo entre 10 ppm e 20 ppm, enquanto que a rotina de trocas menor, mas semanais, não consegue controlar a subida lenta, mas constante, da concentração de nitrato.

Deve-se levar em conta, na análise dos dados acima, que alguns valores foram escolhidos para facilitar a compreensão, mas que não são necessariamente aplicáveis nos casos reais, como o acúmulo de 10 ppm de nitrato por mês; a quantidade de nitrato produzida está ligada a diversos fatores, dentre eles: quantidade de peixes no aquário, quantidade de alimentos oferecidos aos peixes, qualidade dos alimentos, tipo de filtragem utilizada, periodicidade na manutenção de filtros externos (quando esses são usados), uso de resinas para controlar o nitrato ou absorver a amônia (não deixando essa se transformar em nitrato), presença de plantas naturais no aquário, e outros.

Cabe dizer que resolver o problema do excesso de nitrato no aquário através de uma grande troca d`água pode não ser a melhor solução: ao mesmo tempo em que alivia a concentração de nitrato, essa troca pode dar um choque de temperatura ou pH nos peixes, que também pode ser fatal. Tomemos como exemplo a água de São Paulo – S.P., que sai da torneira bem alcalina, com pH superior a 7,5, mas com dureza quase zero (o que faz com que o pH não esteja tamponado, podendo cair rapida e facilmente caso ácidos sejam liberados no aquário).

Em um aquário montado com essa água a tendência do pH é acidificar rapidamente com a colocação de peixes e o subsequente processo de decomposição dos restos de alimento e dos excrementos dos peixes. Assim, um aquário com pH inicial de 7,4 pode passar, em questão de dias (digamos 15) para 6,8 e continuar caindo. Os peixes vão se adaptando ao longo do tempo a essa queda gradual do pH, mas na hora da grande troca de água, que será feita de uma vez, o choque de pH ao misturar 50 % de água com pH 7,5 com 50 % com pH 6,8 ou menos, pode ser fatal.

Para não fazer uma troca de água prejudicial, é importante acompanhar os parâmetros da água do aquário, principalmente o pH, para saber o que está acontecendo, e até usar esses dados para decidir quando fazer trocas de água, e a porcentagem das mesmas.

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