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Lista de Peixes para Aquário

Kinguio Ficha Técnica

Nome científico: Carassius auratus
Nome popular: Peixe japonês, kinguio

Os kinguios são muito brincalhões e bastante sociáveis, adoram uma vida comunitária, convivendo sem problema com as outras espécies, como os tanicts, lebistes, peixe-do-paraíso, entre outros. O único detalhe a ser considerado é não colocá-lo junto com peixes que atacam (como os tetras e sumatras), eles beliscarão as suas longas nadadeiras. São bastante resistentes e não darão trabalho ao seu criador.

Sua única exigência é quanto a aeração do aquário, que deverá ser bem eficiente, para não deixá-lo com falta de ar, pois eles necessitam de muito oxigênio. Coloque-os num recipiente grande, com cerca de 15 litros para cada peixe adulto, isso é necessário porque o peixe japonês pode atingir grandes proporções, na natureza ele chega a 30 cm. Aguenta temperatura entre 10 e 20 graus, mantenha o pH alcalino e use uma lâmpada Grow-lux para iluminar o ambiente. Bagunceiro, o peixe o japonês não perde a mania de revirar todo o substrato do aquário e arrancar as plantas à procura de alimento, deixando assim a água turva.

Para que ele desista desse hábito pouco civilizado, faça uma grossa forração no fundo do aquário (cerca de 5 cm), usando 10% de cascalho branco e 90% de cascalho do rio. Como vegetação, as plantas que melhor resistem as travessuras do kinguio são a Vallisneria, a Elodea e a Echinodorus.

No Brasil, as espécies mais conhecidas são: “Telescópio”- que possuem os olhos esbugalhados e salientes; “Celestial”- sem nadadeira dorsal e com os olhos virados para cima; “Cometa”- mais semelhante ao peixe, vermelho comum, a nadadeira caudal se divide em 2 lóbulos alongados; “Cauda de leque”- nadadeira caudal dupla e cada parte também bifurcada, formando um total de 4 lóbulos; “Cabeça de leão”- cabeça coberta por um volumoso dobramento de pele, semelhante a uma juba, não tem nadadeira dorsal e a cauda é dupla; “Cauda de véu”- a nadadeira caudal é completamente dividida e pende abaixo do corpo.

Com relação a alimentação, tome cuidado com a quantidade ministrada nas 3 refeições diárias que o peixe deve receber. As porções devem ser proporcionais para que eles comam tudo em 3 minutos, já que excesso de comida deixam a água ainda mais leitosa. Os kinguios comem praticamente de tudo: verduras picadas, cereais, tubifex, comida seca, minhocas. Nunca ofereça alimentos que fermentam, eles podem causar uma série de pertubações gástricas e geralmente levam o peixe à morte (devido ao atrofiamento e deformação do corpo, seu intestino é comprimido e sofre com a fermentação de alimentos).

Reprodução
Distinguidos apenas na época da reprodução, nesse perído é fácil diferenciar os sexos, a fêmea apresenta a região anal bem mais volumosa e no macho se desenvolvem alguns nódulos nas nadadeiras peitorais, nas brânquias e na cabeça. Obter a reprodução da espécie em aquários é fácil e simples. Basta colocar 2 machos e uma fêmea num aquário separado, com bastante plantas, as flutuantes são indispensáveis, pois é aí que a fêmea deposita os óvulos.

O momento da desova é facilmente percebido: os peixes ficam agitados, os machos começam a perseguir a fêmea próximo a raízes das plantas flutuantes, onde ela libera aproximadamente 800 óvulos, sendo imediatamente fecundados pelo macho e assim que se encerrar, os peixes adultos serão retirados do aquário, para não devorar a cria.

Os alevinos nascem cerca de 10 dias após a desova e ficarão pendurados por meio de um fio protéico na vegetação, durante 48 horas absorvendo o saco vitelino. Passado esse perído serão alimentados com gema de ovo cozido, infusórios. Com 18 dias já medem 2,5 cm e serão acrescentadas a sua dieta dáfnias, até que completem 2 meses, quando então serão alimentados como peixes adultos.

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Peixe Guppy

Nome científico: Poecilia reticulata Peters
Nome popular: Guppy, também conhecido como barrigudinho, Lebiste, bandeirinha, sarapintado, peixe-arco-íris ou peixe milhão.

Introdução
O guppy é um peixe bastante resistente e pouquíssimo exigente quanto as instalações, mas devemos tomar alguns cuidados básicos, usando uma boa iluminação no aquário e uma vegetação bem densa. A água deverá ter uma dureza média e ligeiramente alcalina, com o Ph entre 7,0 e 7,3. Mantenha a temperatura em 25 a 28 graus.

Os guppys podem ser criados em aquários comunitários, desde que não hajam peixes muito maiores que ele, que possam danificar suas enormes caudas ou devora-lo. Além de mais coloridos os machos são bem menores que a fêmea, eles medem de 3 a 4 cm, enquanto que elas podem chegar a 6 ou 7 cm. A nadadeira caudal dos machos é normalmente maior que o corpo e bem aberta, ao passo que a das fêmeas é pouco desenvolvida.

Muitos aquaristas levam a criação de guppys a um nível tão sério e em tão grande escala que fazem do hobby sua fonte de rendas. E não é para menos, esses peixes são bastante ativos, desenvolvem-se bem em aquários pequenos, estão sujeitos a poucas doenças e se reproduzem com grande facilidade. E ainda, o guppy é um dos peixes ornamentais mais populares e procurados pelos aquaristas.

O guppy faz parte da família dos Poecilídios. Eles foram originários de águas doces de Trinidad, Barbados e países do norte da América do Sul, mas foram disseminados pelos Eua, Ásia, África e Europa. É encontrado na natureza geralmente em águas pouco movimentadas, ou então estagnadas, desde que haja uma densa vegetação. Nestes locais os guppys são verdadeiros devoradores de larvas de insetos e em algns países da Ásia são usados para controlar a proliferação de mosquistos transmissores de malária e outras doenças.

Reprodução
Quem já viu guppys em um aquário, com certeza já percebeu que os machos ficam nadando ao lado de sua companheira, num ritual amoroso. Ele vibra as nadadeiras dorsal e caudal se dobrando e introduz seu gonopólio no órgão genital da fêmea, fertilizando-a.

O período de gestação dos filhotes varia entre 22 e 25 dias. Próximo ao nascimento o abdômen da fêmea se apresenta bem inchado e aparece perto da nadadeira anal uma mancha escura, que se chama “mancha da gravidez”, que vai aumentando quanto mais cheia de alevinos estiver. O ideal seria retirarmos a fêmea do aquário e colocarmos em outro sozinha, pois o canibalismo nessa espécie é muito comum, se você não visse ela parindo não sobraria um filhote. Esse aquário, chamado de maternidade, deve estar cheio de plantas, pois são nelas que os alevinos se escondem quando nascem.

É impressionante o pontencial reprodutivo dos guppys. Quando atingem a maturidade são muito ativos sexualmente. Os cruzamentos são constantes e uma fêmea pode produzir cerca de 100 filhotes a cada 4 semanas, embora o número fique normalmente em torno de 40 filhotes. Com uma única fecundação, ela pode produzir várias outras posturas esbaçadas, isso porque a fêmea tem capacidade de armaenar o espermatozóides no interior do seu oviduto por um longo tempo, podendo portanto se reproduzir mais 5 ou 6 vezes, sem a ajuda do macho. Cada postura atinge em média 30 a 70 alevinos, e 90% deles sobrevivem.

Alevinos
Seu aquário com alevinos deve ser bem cuidado, com aerizador, bastante plantas, algas, não deixar ocorrer mudanças bruscas na temperatura. Nos primeiro dias dê apenas infusórios para eles, depois a dieta é normal, com artêmia, tubifex, larvas, dáfnias. Com essas medidas seu alevinos crescerão rapidamente e com muita saúde. Você sabia que com 2 meses os guppys já são capazes de se reproduzir?A espécie vive cerca de 3 anos e atinge o tamanho máximo aos 6 meses, o perído mais fértil dos exemplares é 1 ano e meio de idade.

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Espada

Nome científico: Xiphophorus helleri
Nome popular: Espada

O Espada é um dos peixes mais conhecidos, quase todo aquarista já teve um. Integrante da família dos Poecilídeos o espada é ovovivíparo, ou seja, os ovos são fecundados dentro da fêmea. O macho possui sua nadadeira caudal em forma de espada, é através dela que ele é diferenciado da fêmea, além disso a fêmea é maior e de coloração menos intensa. Eles são muito sensíveis ao frio e a doenças, por isso mantenha o aquário bem iluminado, com uma temperatura entre 22 e 26 graus.

A água deve ser meio dura e ligeiramente alcalina, com um Ph entre 7,2 e 7,4. Como o espada é conhecido como um excelente saltador, mantenha o aquário sempre tampado e se o aquário for pequeno não coloque mais de 1 macho, pois eles costumam se estranhar. O aquário deve ter bastante plantas. Quanto a alimentação o espada come de tudo, flocos, artêmia, tubifex.

Reprodução
Como já foi dito os espadas, são ovovivíparos, ou seja, se reproduzem através da fecundação interna, o que acontece com todos os poecilídios. Os alevinos já nascem nadando normalmente. É fácil saber se uma fêmea engravidou, pois quando isso ocorre ela apresenta uma grande mancha negra na base do oviduto. Muitas vezes, um pouco antes do nascimento, é possível observar os olhos dos alevinos através da fina parede abdominal.

Ao nascer o filhote busca refúgio entre as plantas, na superfície e nesta fase os pais e os outros peixes podem devorar os recém nascidos, por isso quando a fêmea estiver perto de parir deve ser colocada no aquário maternidade, que deverá estar cheio de plantas. Em média as espadas parem de 28 e 28 dias, uma quantidade de 40 filhotes, mas podem ultrapassar 100! Elas também podem parir sem ocorrer uma nova cópula, pois elas tem a capacidade de reter o espermatozóide do macho por mais 4 partos mais ou menos.

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Dojo (Peixe-Cobra)

Nome vulgar: Dojo, Peixe-Cobra
Nome científico: Acanthophtalmus Semicinctus
Família: Cobitídeos

Esse peixe é pouco popular ainda em algumas regiões do país, é originado da Cingapura e Vietnã, parece uma pequena cobra aquática, mas não é, é um peixe mesmo, possuí todas as nadadeiras, sua nadadeira caudal se mexe de acordo com o corpo. É um ótimo peixe para se colocar em aquário comunitários, não é agressivo, come restos de comidas que os outros peixes largam e é bem alegre. Não tem preferência a água, esta podendo ser apenas tropical, já o pH e o dH nada preferencial.

Este peixe tem hábito noturno, como a maioria dos peixes limpadores ou mais popularemente chamados: “Faxineiros do Aquário”, gosta de se esconder entre as plantas e as pedras do aquário durante o dia. Esse peixe normalmente não passa dos 8 cm em cativeiro, e é encontrado em duas pigmentações, uma com o corpo mais tarjeado e outro com menos tarjas, obeserve na foto as duas.

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Coridora

Nome científico: Corydoras julii
Nome popular: Coridora

Aconselho a todos colocar pelo menos 3 exemplares de coridoras em seus aquários. Assim você terá uma ajudante na limpeza de seu aquário, elas adoram os restos de comida que caem no cascalho, que iriam se deteriorar, prejudicando o estado da água, até evitam o entupimento do filtro biológico. Mas lembrem-se que ela não vive só de restos, nem é uma lata de lixo. Comidas frecas, como minhocas picadas e tubifex são muito apreciadas pelas coridoras.

Sua boca é voltada para baixo, o que facilita a limpeza do fundo do aquário. Ela também faz a raspagem das algas que se depositam sobre as plantas e impedem sua repiração. Outra curiosidade da coridora é a respiração intestinal, que permite a retirada de oxigênio do ar. Quando você perceber suas coridoras saltitando na superfície da água, já sabe o que elas estão fazendo. Por outro lado, se em pleno dia encontrá-las quietinhas, não as chame de preguiçosas. Provavelmente você ainda não viu toda movimentação e trabalho que elas fazem à noite, com as luzes apagadas.

A coridora não é nada agressiva, só podendo ser criada ao lado de espécies mansas como ela. Extremamente sociável, prefere viver e nadar em grupos. Nos rios, geralmente é encontrada em cardumes de vinte exemplares e seu instinto gregário se manifesta inclusive na reprodução.

Reprodução
As coridoras costumam se reproduzir em grupos, ou sejam, se isolam em pares. Nesses grupos, o número de machos, deve ser de preferência, superior ao de fêmeas. Elas aceitam o acasalamento com diversos machos, sem nenhum preconceito. Embora a reprodução em cativeiro seja muito difícil, vale a pena tentar. Para separar um macho e um fêmea, repare nas bordas das nadadeiras ventrais: as do macho são arredondadas, e as da fêmea são pontiagudas. Mais fácil é comparar no tamanho da fêmea, pois ela é maior e possui um ventre bem mais volumoso.

Coloque-os num casal separado, a princípio, o casal vai nadar junto, procurando uma folha larga ou uma pedra que limparão para desova. Depois, o macho começará a nadar por cima da companheira, roçando carinhosamente os barbilhos em seu dorso. Algum tempo depois, ele deita-se no fundo do aquário com o ventre voltado para cima e a fêmea acomoda-se sobre ele. Nesse tempo a fêmea retira o esperma do macho com a boca enqunato forma com as nadadeiras pélvicas uma bolsa onde ficam os óvulos. Dirige-se então para o local escolhido, deposita o esperma e, sobre ele, de 100 a 300 óvulos. Para que eles não sejam devorados pelos pais, convém retirar o casal terminada a desova.

Em 3 dias, os ovos eclodirão, caindo os alevinos no fundo do aquário. Alimente-os com tubifex, larvas de mosquitos esmagadas, gema de ovo, pasta de flocos. O crescimento dessa espécie é lento. Demoram 2 anos para atingirem a maturidade. Gostam de um aquário bem plantado, lembrando seu habitat natural.

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Colisa

Colisa Lalia

As Colisas ao contrário dos Bettas, tem um instinto pacíficio com a própria espécie, podendo ser criada juntas, em grupo de 5 ou até mais. É um anabantídeo resistente, bonito também, a Colisa é originada da Índia. O seu corpo é composto por listras verticais vermelhas e azuis, sapicadas de prateado no macho. O macho tem a cor mais forte, como em todos os anabantídeos, isso se demonstra mais ainda nos Bettas e nos tricogáster’s.

Ambiente ideal para as Colisas
Elas gostam de PH neutro e temperatura um pouco mais baixo que os Bettas, podendo ocilar entre 24 à 26 graus, gosta de um aquário com plantas grandes, são ótimas para criar com Bettas fêmeas.

ReproduçãoÉ muito parecido com os Bettas na reprodução, para ser mais exato, quase idêntica, única coisa que muda é a hora de acasalar, olhe abaixo as fases:

1º fase – Preparação do aquário: Em um aquário de 50 litros(se você não tiver um desse tamanho pode ser um pouco menor, evite muito pequeno, use sempre o mínimo de 20 litros para reprodução de colisas) ponha bastante plantas para a fêmea poder fugir do macho após terminar a desova, deixe a temperatura em 25 graus.

2º fase- Colocação do macho no aquário: Coloque um macho prévio-selecionado, um que você já tenha percebido interesse por fêmeas, e repare os outros requisitos, se é adulto, do tamanho ou maior que a fêmea e que principalmente seja bonito, com nadadeiras belas e formadas.

3º fase – Colocação da fêmea no aquário: Coloque 2 a 3 fêmeas ovadas, aptas para reproduzir, de preferência as fêmeas que o mesmo macho deu mais interesse. Ponha as fêmeas juntas com o macho.

4º fase – O namoro: O macho vai escolher a fêmea preferida, e vai começar a construir no ninho de bolhas, no ninho ele vai adicionar pedaços de plantas, para dar mais sustentação ao ninho, então é hora de você ter certeza da fêmea que ele escolheu, e tire as demais. Após a 4º fase é igual aos Bettas, leia acima no capítulo dos Bettas, e após a 4º fase você vai ter todas as informações necessárias.

Agressividade das Colisas
As Colisas não são agressivas como os Bettas, só na época do acasalamento quando o macho proteje o ninho da fêmea, e talvez elas se tornem agressivas quando habitam um aquário à muito tempo e se aparecer um novo “hóspede” elas podem não aceita-lo com com certo carinho, por mais que elas não sejem agressivas, elas são territóriais, e isso acaba deixando elas agressivas.

Beleza das Colisas:
As Colisas não tem cores e conformações tão belas como os Bettas, mas são bonitas, tem uma escama brilhantes e até envolvente, é um lindo peixe para se cultivar em um aquário.

Alimentação das Colisas:
O alimento ideal para as Colisas são as rações flocadas, mas compre de marca boa, assim reaviva a cor delas, e como elas são carnívoras como todos os anabantídeos, é sempre bom variar, dar comidas vivas sempre quando você puder.

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Cascudo

Nome científico: Hypostomus punctatus
Nome popular: Cascudo

O Cascudo pode parecer feio e invocado, mas na verdade é simpático e dócil. Além do mais, é muito útil na remoção de algas dos cascalhos e vidros, sendo um dos mais rápidos e eficientes no ramo da limpeza. Ele não é o único peixe que limpa os aquários. Existem outras espécies que fazem o mesmo trabalho, mas ele ganha de todas rapidez e eficiência. Não descansa, percorrendo todo o aquário e limpando cada catinho, dando um espetáculo de utilidade ao aquarista.

Seu hábito de viver em corredeiras deu-lhe uma característica natural muito curiosa: a boca funciona como uma ventosa, que lhe permite aderir aos objetos, enquanto raspa o alimento com os dentes. O revestimento ósseo dorsal protege o cascudo do ataque de predadores que porventura dividam o aquário com ele, ficando muito difícil algum peixe romper esta carcaça e machuca-lo. Vive bem em uma temperatura de 18 a 26 graus, em água de dureza média e pH levemente abaixo de 7 e ao contrário de todos os peixes cobertos de placas ósseas, o cascudo aceita águas solabras. O aquário deve conter locais escuros para que ele se abrigue da luz excessiva durante o dia.

Além das algas das pedras, ou limo, o cascudo também se alimenta de alimentos secos e tubifex. No entanto, o criador deve cuidar para que o cascudo só seja colocado no aquário quando houver a formação do limo, seu principal alimento. Do contrário ele poderá enfraquecer e torna-se sensível a doenças. Outro problema que pode ocorrer quando faltar algas para o alimento do cascudo é que ele tentará se fixar no corpo de outro peixe, na esperança de conseguir retirar o muco que o reveste. Ao fazer isso, ele pode provocar um enorme buraco na pele do companheiro. Mesmo que o criador perceba o que está acontecendo, não deve nem cogitar a idéia de arrancar o cascudo a força da pele do outro peixe: isso seria bem pior, pois a ventosa do cascudo tem uma enorme capacidade de aderência.

O cascudo possui hábitos noturnos, ficando o dia inteiro grudado em alguma superfície, só estando ativo ao entardecer e durante toda noite. A vegetação deve conter plantas resistentes, pois seu modo desajeitado de nadar pode destruir as folhas frágeis. A reprodução em aquários é muito difícil.

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Bótia-Palhaço

Nome vulgar: Bótia Palhaço
Nome científico: Bótia macracantha

O Bótia-Palhaço recebeu esse nome por ser a espécie mais colorida do gênero bótia, é um peixe de hábitos noturno, costuma revolver o fundo do aquário durante a noite, parecendo as tradicionais coridoras, por isso é preciso que o substrato do aquário não tenho pequenas pedras pontiagudas, se não pode machuca-lo. O Bótia-Palhaço é conhecido pelos aquaristas como “limpa fundo de luxo”, pois é um peixe exótico e até com custo elevado e tem o mesmo caráter de peixes faxineiros de custo mediocre.

Ele tem também um ato engraçado que pode até assustar aquaristas iniciantes, durante o dia enquanto esta durmindo ele costuma a se deitar de lado no fundo do aquário, parecendo que esta morto, mas esta apenas dormindo. O Bótia é um peixe tímido, portanto coloque mais de um dele no aquário, ele é bastante sociável aos outros peixes.

Os Bótias-Palhaço possuem listras no corpo porque no habitat natural deles viviam diante a pedradores, eles ficavam posicionados em grupo para se esconder dos predadores, olhe na foto. A água do aquário deve ser ácida(pH 6,6 a 6,8) e temperatura tropical de 26-29 graus. Esse peixe não se reproduz em cativeiro porque não alcança a maturidade sexual.

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Lista de Peixes para Aquário

Borboleta-Pintada

Nome científico: Carnegiella strigata
Nome popular: Borboleta-Pintada

De todas as espécies de borboletas, que compõem a família dos Gasteropelecídios, a borboleta pintada é mais popular e a mais indicada para aquários comunitários, por sua beleza, temperamento extramemente pacífico e simpático. Seu tamanho médio é de 4 a 5cm. Na natureza, eles vivem em cardume, por isso se você pretende cria-lo, nunca o deixe sozinho, quanto mais exemplares de sua espécie melhor.

Outra dica importante é sempre manter o aquário tampado, pois é considerado uma ótimo saltador, principalmente quando avista algum mosquitinho fora d’água, devido ao formato de seu corpo e tamanho avantajado de suas nadadeiras peitorais, ele voa literalmente. O borboleta tem uma aparência bem diferente, seu corpo é de cor parda, meio castanho dourado, com 3 listras marrom escuras, que lhe dão um aspecto marmóreo.

A parte dorsal é num tom mais escuro e uma faixa amarela em sentido longitudinal se prolonga das brânquias até o começo da cauda. O formato do corpo desperta muita atenção, as nadadeiras pélvicas são tão pequenas que quase não são notadas, o formato da boca só permite que ele coma alimentos na superfície, seu corpo curto e achatado lateralmente apresenta a região anterior em formato de quilha de navio, de onde partem suas desenvolvidas nadadeiras peitorais.

De comportamento muito dócil, o borboleta nunca ataca um companheiro. Eles também não são muito exigentes, a temperatura da água deve estar entre 23 e 28 graus, pH de 6 a 6.5, água mole com 10 dH aproximadamente. O ambiente deve ser bem plantado, use iluminação suave. Forneça a eles somente alimentos que possam comer na superfície, devido ao formato de sua boca(para cima) e também por ser um peixe de superfície, além dos insetos vivos, pode dar dáfnias, tubifex e comidas secas.

Reprodução
A reprodução do borboleta pintada em aquários é muito rara, é necessário muita sorte. Pouco se sabe sobre sua reprodução, algumas informações é de que a água deve estar em 29 graus, que a fêmea desova nas plantas de superfície e os ovos são imediatamente fertilizados pelo macho. Cerca de 30 horas depois eles eclodem e as larvas ficarão durante 5 dias penduradas nas folhas, absorvendo o saco vitelino. Os alevinos só irão adquirir a forma adulta com 20 dias, caso você tenha muita sorte e consiga reproduzi-los, alimente com infusórios e naúplios de artêmia salina.

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Peixe e Aquário do Mês

Peixe Betta (Peixe-de-Briga)

Betta Splendens

Peixe-de-Briga ou simplesmente Betta, seu nome científico é “Betta Splendens”, o nome Betta vem de uma Tribo Guerreira chamada “Ikan Betta” que era temida por sua grande agressividade , e essa tribo é nativa do antigo Sião, de onde o Betta é nativo, e o nome Splendens é “Esplendoroso” em latino.

Betta Splendens é considerado um dos peixes mais bonitos de água doce, ele é muito agressivo com sua própria espécie, principalmente os machos, as fêmeas se forem criadas juntas desde de pequenas não se tornam agressivas. Os Bettas são labirintídeos, possuem um orgão de respiração a mais como todo anabantídeo, esse orgão faz com que ele consiga sobreviver em águas mais pobres em oxigênio, mas isso não é sinônimo de água poluída.

Ambiente ideal para BettasTodo aquarista quer ter o seu peixe mais confortável possível no aquário, isso é normal, ele não quer que seu peixe se sinta mau no “ecossistema” que ele mesmo fez e cuida com carinho. Os Bettas gostam de água velha, com PH neutro para acido (6,8-7,0), temperatura ideal para os Bettas onde eles se sentem mais a vontade e com bem estar é 27 graus. Eles gostam de aquários bem plantados, principalmente com plantas flutuantes, como se fosse um pântano, nu fundo do aquário pode ser cascalho natural de rio, se você montar um aquário assim para seu Betta ele realmente vai ficar forte, bonito e nunca vulnerável a doenças é claro que os outros conceitos de higiene deve ser seguidos.

Reprodução
Há vários meios de se conseguir a reprodução dos Bettas em aquário, vou lhe mostrar a maneira que mas tem sucesso em todos os sentidos, tanto no começo na hora do macho construir o ninho até os alevinos sobreviverem à fase adulta.

Vamos dividir por fase:

1º fase- Preparação do aquário: O aquário de reprodução pode ser pequeno(no mínimo 8 litros) ou pode ser grande, eu aconselho usar um aquário igual ao meu, um de 20 litros(40x15x20), quanto mais espaçoso for o aquário melhor é, porque a fêmea poderá fugir de forma mais fácil do macho e quando os alevinos nascerem vão ter mais oxigênio na água, fora os hormônios. O aquário deve ficar com o nível da água no máximo de 12cm, eu aconselho 8cm, isso para não causar uma pressão muito forte nos alevinos quando nascerem, e facilitar o trabalho do macho para pegar os ovos. A tempreratura ideal é 27 graus e a temperatura mínima para reprodução é de 24 graus. Deve se instalar uma lâmpada de 15 watts para iluminar o aquário durante 24 horas. Para servir de apoio ao ninho pode ser usar plantas flutuantes ou um tronco desidratado, eu aconselho o tronco, deixe o tronco com uma ponta pra fora d’água, se não ele vai ser inútil no aquário. Na água do aquário de reprodução, pingue uma gota de fungicida ou parasisticida(é bom evitar fungos nos ovos).

2º fase – Colocação do macho no aquário: Ponha um macho adulto(mais de 5 meses de idade), que seja maior do que a fêma que você colocará no aquário, isso é muito importante, se fêmea for do mesmo tamanho ou até maior que o macho o abraço “nupcial” pode ser impossível de acontecer. O macho deve ser bonito, com nadadeiras formadas, de preferência a machos que sempre constroem ninho de bolhas no seu aquário individual, pois esse já tem um instinto reprodutivo avançado.

3º fase – Colocação da fêmea no aquário de reprodução: Corte na metade uma garrafa de dois litros descartável transaparente, as garrafas tradicionais de Coca, lave bem, enche de água até o nível de água que o aquário de reprodução estiver, ou seja se estiver em 8 cm, encha até 8cm a garrafa, para ter o peso ideal de equílibrio dentro da água e na visão ideal do macho. Ponha a fêmea(ovada, repare se ela esta com o ovopositor a vista e com listras na vertical) nessa garrafa e logo após ponha a garrafa no aquário de reprodução, ponha de um jeito que não fique encostado nas paredes do aquário, para evitar que ele construa o ninho grudado com a garrafa, que seria ruim, pois seria muito vulnerável a movimentos.

4º fase – O namoro: O macho vai abrir suas belas nadadeiras e opérculos quando vê a fêmea na garrafa, a fêmea vai ficar com uma cor mais acentuada e agitada, então vai passar umas 2 horas e o macho começará a construir o ninho, se dentro de duas horas ele não construir o ninho, junte o macho e a fêmea no aquário durante 15 minutos e separe novamente, só para excitar mais o macho e ele ter mais ânimo para construir o ninho, mas se mesmo assim ele não construir o ninho, pegue com uma colher o ninho de outro Betta, não importa se for pequeno, o macho só de olhar um pedaço de ninho vai dar início a construção.

5º fase – Acasalamento: Depois de 24 horas de namoro e construção do ninho, junte os dois, o macho vai persegui-la e as vezes até dando uns “safanõezinhos”( tem caso que a fêmea persegue o macho), ao passar de 12 a 24 horas, o macho vai conduzir a fêmea pra baixo do ninho, onde dará ínico ao abraço nupcial, no começo a fêmea nem expele ovos, depois do segundo e terceiro abraço começa a vir poucos ovos, depois de meia-hora de abraços, sai mais de 20 ovos por abraço, o total de uma desova em média é de 250-500 ovos(ovúlos). Ao mesmo tempo que os ovos são expelidos o macho solta os espermas para fecunda-los, e logo após poe os ovos no ninho(muitas fêmeas ajudam o macho nessa tarefa). Quando você reparar que a fêmea não desova mais, tire ela, pois o macho vai ataca-la até mata-la, pois ela é um intruso na visão do macho.

6º fase – Eclosão dos ovos: Durante 24 a 48 horas o macho ficará vigiando o aquário inteiro para ver se nenhum “intruso” esta por perto para comer os ovos de sua ninhada, ele vai tratar os ovos com muito carinho, após 24 ou 48 horas(depende da temperatura, quando mais alta, menos o tempo de eclosão), os ovos vão eclodir, deles sairam os alevinos com seus sacos vitelinos, onde vai fornecer alimento a eles durante dois dias após o nascimento, eles vão ficar na horizontal, quando eles nadarem na vertical, retire o macho do aquário, pois não terá mais utilidade e pode acontecer do macho comer os seus próprios filhotes depois de 4 dias pós eclosão.

7º fase – Desenvolvimento e engorda dos alevinos: Os alevinos são muito pequenos, precisam de alimentos muito pequenos também, depois do segundo dia de nascimento aconselho dar infusórios, depois do 5º dias de vida dê artêmia salinas recém eclodidas (compre os ovos desidratados em uma loja de aquarismo), com artêmias salinas recém eclodidas os filhotes vão crescer rapidamente, pela quantidade de proteínas que tem no organismo das artêmias, quando os alevinos já tiverem 2 semanas de vida, comece a fazer trocas de água (atenção, deixe a água descansar por um dia para ter certeza que esta sem cloro, e certifique se a temperatura esta igual), precisa trocar no mínimo 20% e no máximo 70% da água, repondo por água nova, é preciso fazer essas trocas d’água, porque cada alevino no aquário vai soltar hormônios, que inpedirá que seus irmãos desenvolvam de forma rápida, portanto, quanto mais trocas de água você fizer no periodo de 2 semanas até 1 mês de vida, mais rápido os alevinos vão crecer.

Quando seus filhotes atingirem 5 meses pode reproduzir eles, mas atenção, nunca reproduza Bettas parentes, como: irmãos, pais, e etc, pois o o código genético pode sofrer muitas avariações por serem parecidos dando consequência em muita morte de alevinos e alevinos mau desenvolvidos.

Agressividade dos Bettas
Os Bettas são peixes extremamente agressivos com sua espécie, com outras espécie também são, porém muito menos, tem os Bettas que nasceram para uma “rinha”(aquário especial onde se pratica briga de Bettas), são os Bettas de nadadeiras curtas, com mandibulas fortes e corpo atlético, sem ser magro e nem “obeso”.

A origem da agressividade dos Bettas começa por serem peixes extremamente territoriais, no aquário que você por ele, não importa qual for o tamanho e espécies que o habitam(a não ser que seje um tanque do tamanho de um rio ou lago) o Betta vai denominar que o aquário é dele, e vai se impôr que todos os demais peixes no aquário são intrusos de seu território, onde ele vai tentar expulsa-lo, se o mesmo não fugir ou ser retirado ele vai mata-lo.

A Beleza dos Bettas
Os Bettas(Splendes) são peixes muito bonitos e charmosos, como dito acima é considerado um dos peixes mais bonito de água doce. As cores dos Bettas podem ser de vários matizes e mistura deles, como: marrom, roxo, rosa, vermelho, violeta, amarelo, bege, preto, branco, albino, azul, azul celestial, verde, e fora as combinações dessas.

Procure sempre excitar seu betta macho pelo menos meia-hora por dia, deixe ele olhando ao um espelho ou para um outro macho durante meia-hora, para as nadadeiras serem esticadas e crescerem de forma mais bonita.

Alimentação dos Bettas
Os Bettas gostam de muita comida viva em sua dieta, mas como não é de fácil manejo, compre ração seca peletilizada(bolinhas) para Bettas(a melhor é da Tetra), dê todos os dias, e nos finais de semana dê artêmias, larvas de mosquito, minhocas picadas, patês e etc.

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